Ministério Público apreende R$ 1,2 mi na casa de ex-deputado do Rio

Márcio Panisset e sua irmã, a ex-prefeita de São Gonçalo (Região Metropolitana do Rio) Aparecida Panisset, são acusados de integrar quadrilha que teria fraudado contratos de iluminação pública entre 2011 e 2012

Fábio Grellet/RIO

25 de abril de 2018 | 22h52

O Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) apreendeu R$ 1,2 milhão na casa do ex-deputado estadual fluminense Márcio Panisset, irmão da ex-prefeita de São Gonçalo (Região Metropolitana do Rio) Aparecida Panisset. Durante a operação, realizada na terça-feira (24), a casa dela também foi alvo de mandados de busca e apreensão, e no imóvel foram apreendidas joias e relógios.

Os dois são acusados de integrar quadrilha que teria fraudado contratos de iluminação pública entre 2011 e 2012, durante a gestão de Aparecida na prefeitura, causando prejuízo de aproximadamente R$ 10 milhões ao município de São Gonçalo, segundo estimativa do MP-RJ.

Na casa de Márcio Panisset foram apreendidos R$ 104 mil, 117 mil dólares e 167 mil euros, o que corresponde a R$ 1,2 milhão. Também foram apreendidos cinco relógios Rolex e outros de marcas famosas, além de carros, motos e joias. Entre os objetos encontrados havia uma arma de fogo de uso restrito e com numeração raspada, razão pela qual Márcio Panisset foi levado à delegacia para que fosse lavrado o flagrante pela prática do delito de posse ilegal de arma. Com os demais réus foram apreendidos carros, um barco e um jet ski.

As ordens de busca, apreensão e arresto foram concedidas pela 4ª Vara Cível de São Gonçalo, em ação civil pública ajuizada pelo MP-RJ por improbidade administrativa. As irregularidades envolvem os contratos de manutenção de iluminação pública celebrados entre a Prefeitura de São Gonçalo e a empresa Compillar Prestadora de Serviço Eireli, em 2011 e 2012, durante a gestão de Aparecida Panisset, e consistem em fraude a licitação, superfaturamento e inexecução parcial dos contratos.

“Os serviços não foram prestados de forma adequada, eficiente e contínua, sendo os recursos pagos pela Prefeitura de São Gonçalo totalmente desviados em proveito dos réus”, acusa o Ministério Público.

A reportagem do Estado procurou Márcio Panisset, sua irmã Aparecida e a empresa citada, mas até a noite desta quarta-feira não havia localizado representantes de nenhum deles.

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