Ministério da Justiça e UnB lançam mestrado em gestão de patrimônio apreendido de organizações criminosas

Ministério da Justiça e UnB lançam mestrado em gestão de patrimônio apreendido de organizações criminosas

Iniciativa é voltada para profissionais do Sistema Único de Segurança Pública, do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas, peritos criminais e servidores da Advocacia Geral da União e do próprio Ministério da Justiça; inscrições começam em 29 de janeiro

Redação

22 de janeiro de 2021 | 16h06

Edital abriu 40 vagas para a formação que começa no segundo semestre de 2021. Foto: Divulgação

O Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Universidade de Brasília (UnB) divulgaram nesta sexta-feira, 22, um edital de 40 vagas para mestrado profissional em Economia, com ênfase em finanças e gestão do patrimônio apreendido em ações de combate ao crime. As inscrições começam no dia 29 de janeiro e vão até 5 de fevereiro.

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As aulas serão ministradas na modalidade semipresencial e terão início no segundo semestre de 2021. A seleção será feita em três etapas. A primeira, eliminatória, com prova de Matemática, Estatística e Econometria, para todos os inscritos. A prova escrita, em língua inglesa, será aplicada apenas para quem não apresentar a certificação ou documento que ateste proficiência no idioma. Na segunda, classificatória, será feita avaliação de currículos e históricos escolares. Na terceira e última fase, o texto de apresentação enviado pelo candidato será analisado.

Os resultados de todas as etapas serão divulgados no site www.economia.unb.br. Os candidatos selecionados serão anunciados no dia 5 de abril de 2021.

Aulas ministradas pelo departamento de Economia da Universidade de Brasília serão semipresenciais. Foto: Beto Monteiro/Secom-Unb

A capacitação faz parte do Projeto Dispater, idealizado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, com apoio e parceria da Secretaria de Gestão e Ensino em Segurança Pública, ambas vinculadas ao Ministério da Justiça.

O curso é voltado para profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad), peritos Criminais Estaduais e Federais, servidores da Advocacia Geral da União (AGU) e do próprio Ministério da Justiça.

Para o diretor de Políticas Públicas e Articulação Institucional da Senad, Gustavo Camilo Baptista, o programa é mais uma ação para fortalecer a investigação patrimonial. Em sua fase atual, os órgãos de investigação têm investido na estratégia de descapitalização para desarticular as organizações criminosas.

“O processo de perícia é primordial para uma gestão de ativos cada vez mais eficiente, e o preparo dos profissionais é fundamental para viabilizar as investigações, prejuízos aos criminosos e ganhos para o país”, afirma.

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