Mercado Livre de Energia é o maior aliado de empresas que buscam economia

Mercado Livre de Energia é o maior aliado de empresas que buscam economia

Braz Justi*

20 de abril de 2021 | 07h15

Braz Justi. FOTO: DIVULGAÇÃO

O consumo e a economia de energia sempre foram uma constante tanto para empresas, quanto para consumidores finais. Não é à toa que a pandemia fomentou o crescimento do Mercado Livre de Energia por se tratar de um momento em que as empresas buscam ainda mais redução de custos. Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), mais de 1,5 mil agentes e 5,2 mil unidades consumidoras migraram para o ambiente de contratação do Mercado Livre no ano passado.

Além disso, o setor é grande responsável pela expansão do parque de geração de energia no país: o estudo da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) mostra que dos 34,5 gigawatts previstos para entrar em operação comercial até 2025, 66% são destinados exclusivamente para o Mercado Livre e 6% é referente à parcela livre de usinas que também venderam energia no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Isso significa que dos R$ 142 bilhões de investimentos previstos até 2025 em novas gerações de energia, o Mercado Livre responde por R$ 100 bilhões.

No Mercado Livre de Energia as empresas podem escolher seus fornecedores e negociar livremente as condições de contratação de energia, desde preço até tipo de energia e volume/período. Não é à toa que cerca de 85% do consumo de energia das indústrias já é desse segmento. A migração para o setor aliada a uma gestão eficiente pode proporcionar uma economia de até 35% na conta de luz das empresas.

Mas não é só na economia que o setor traz benefícios: o meio ambiente também agradece. Isso porque no Mercado Livre é possível escolher que tipo de energia a empresa irá comprar e as energias renováveis tem saído na frente. Segundo dados da Abraceel, a energia solar e eólica lideram a expansão da oferta de energia elétrica, representando 76% da geração em construção até 2025.

É fato que o Mercado Livre de Energia ainda não é para todos – hoje somente consumidores que gastam pelo menos R$ 50 mil por mês em sua conta – o equivalente a 500 kW de demanda contratada – podem migrar. No entanto, o potencial é enorme: temos cerca de 80 milhões de consumidores de baixa tensão que podem ingressar no setor caso o mesmo seja aberto.

As discussões em andamento caminham para essa abertura e até, futuramente, para a chegada desse mercado ao consumidor final – outro estudo da Abraceel já mostrou que a economia não é só para empresas e as residências brasileiras podem economizar até 30% na conta de luz se puderem escolher sua fornecedora de energia e a fonte.

No entanto, a ampliação desse mercado depende de pautas importantes que são discutidas há anos, como a modernização do modelo comercial e regulatório do setor elétrico. Enquanto o Mercado Livre de Energia não abre para todos, são mais de 30 mil potenciais empresas que podem economizar na sua conta de energia hoje. Mas a ideia é que todos tenham a liberdade e a flexibilidade para escolher de quem comprar energia, qual o tipo e por quanto – fomentando um mercado cada vez mais competitivo e, consequentemente, economizando ainda mais em sua conta de energia.

*Braz Justi, CEO da Esfera Energia

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