Mercado é inimigo de Dilma, diz Lula

Mercado é inimigo de Dilma, diz Lula

Em conversa com sucessora, ex-presidente desencorajou medidas que agradem analistas financeiros

Fábio Fabrini, Andreza Matais e Julia Affonso

17 de março de 2016 | 19h22

Dilma. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Dilma. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desencorajou a presidente Dilma Rousseff a adotar medidas econômicas que agradem ao mercado. O relato da conversa com a sucessora foi feito pelo próprio petista em telefonema grampeado pela Polícia Federal.

Lula contava para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, como fora diálogo com a presidente. Sob os holofotes, o governo atua para pacificar analistas financeiros sobre os rumos da economia, mergulhada em aguda crise. A CUT tem criticado medidas do ajuste fiscal que o governo tenta implantar, embora sem sucesso.

“Quero que você saiba cada palavra que eu disse para ela sobre os aliados dela. Ela está fazendo proposta para o mercado que é inimigo dela. Nenhum dos caras do mercado vai votar nela. O mercado que ela está pensando em agradar não quer a reforma da Previdência, quer o fim dela. O lado dela ela sabe quem é, porra!”, comentou Lula.

O ex-presidente afirmou a Vagner que os protestos de domingo, no seu entendimento, não serão tão fortes. O presidente da CUT se disse preocupado com uma eventual “batida” da Polícia Federal na entidade. “Tudo o que for exagero deles termina sendo um benefício para nós”, reagiu Lula.

 

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