Mercado de ATMs se solidifica ainda mais nos EUA

Mercado de ATMs se solidifica ainda mais nos EUA

Francisco Moura Junior e Nilo José Mingrone*

11 de maio de 2021 | 05h55

Francisco Moura Junior e Nilo José Mingrone. FOTOS: DIVULGAÇÃO

Uma empresa transportadora de valores anunciou no início de abril a aquisição da maior provedora privada de serviços de ATM dos Estados Unidos, por US$ 213 milhões. A estimativa é que o negócio gere uma receita anual de cerca de US$ 320 milhões.

A ideia é proporcionar uma plataforma de serviços e mais de 100 mil locais de oferta de caixas eletrônicos nos Estados Unidos. Na Europa, a empresa assumirá a propriedade total e fornecerá serviços gerenciados a instituições financeiras para mais de 11 mil ATMs. As ações não estavam ativas no pré-mercado, mas ganharam 12% no ano até o momento.

Essa movimentação solidifica ainda mais o mercado de ATMs e indica uma opção interessante de investimento tanto para cidadãos americanos quanto para estrangeiros. O mercado global do segmento prevê um crescimento em torno de 5,2% de 2020 a 2027, com movimentação de US$ 30,5 bilhões no período.

Todo esse cenário favorece ainda mais a longevidade e a rentabilidade da rede de caixas eletrônicos no curto prazo. Com o serviço de banco on-line em ascensão, a estrutura das agências bancárias está diminuindo em todo o mundo.

Com segurança e sem burocracia, esse segmento apresenta grande potencial de crescimento. Para se ter ideia, o investidor pode se torna o proprietário de uma rede de caixas eletrônicos, recebendo comissões a cada retirada.  O negócio pode proporcionar um retorno de aproximadamente 8% no primeiro ano, 10% no segundo e ROI de, em média até 1% ao mês a partir do terceiro ano.  É importante lembrarmos que esses números são baseados na experiência do passado, o que não garante rentabilidade no futuro.

Os caixas eletrônicos estão presentes nas ruas, em lojas, mercados, shoppings, em passarelas e em estações de metrô.  Apesar do avanço progressivo dos sistemas de pagamento em todo o mundo, e todas as inúmeras facilidades que isso envolve, o bom e velho terminal de autoatendimento não vai sumir tão cedo.

Além disso, os terminais são ótimas opções para aqueles que não gostam de viajar com muitos dólares ou então para quem comprou muito e ficou sem dinheiro.

*Francisco Moura e Nilo José Mingrone são empreendedores, especialistas no mercado americano e diretores do ATM Club

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