Melhorar a vida das pessoas: um passo de cada vez

Melhorar a vida das pessoas: um passo de cada vez

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio*

16 de janeiro de 2020 | 04h00

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio. FOTO: DIVULGAÇÃO

Advogado e político, Andrew Jackson foi o sétimo presidente dos Estados Unidos. No dia 10 de setembro de 1833, Jackson anunciou que o governo não usaria mais o Segundo Banco dos Estados Unidos (banco nacional do país) e empregou seu poder executivo para remover todos os fundos federais do banco. 

Um banco nacional (o primeiro) foi criado por George Washington e Alexander Hamilton, em 1791, para servir como repositório central de fundos federais. O Segundo Banco dos Estados Unidos foi fundado em 1816, cinco anos após ter expirado o prazo do banco criado por Washington e Hamilton. 

Tradicionalmente, o Segundo Banco era administrado por um conselho de administração vinculado à indústria e à manufatura. Seu processo decisório era tendencioso para os estados urbanos e industriais do norte, comprometendo a expansão nos territórios ocidentais. 

A falta de financiamento do Segundo Banco para expansão nos territórios ocidentais, o incomum poder político e econômico do banco e à falta de supervisão do Congresso sobre seus negócios, contribuirão para a decisão tomada por Jackson, de remover os fundos federais do banco. 

O atual presidente dos Estados Unidos, em pronunciamento no último dia 8 de janeiro, dia seguinte ao ataque iraniano, declarou que a América não precisa mais de petróleo do Oriente Médio. Mais uma mensagem para as estruturas do sistema petrodólar e do sistema de bancos centrais. 

O princípio de um sistema positivo (político, jurídico, econômico, social) é melhorar, efetivamente, a vida das pessoas que o utilizarão. Este deve ser o resultado projetado.  Estruturas e processos do sistema devem ser construídas e operadas com alto nível de disciplina em relação a esse princípio. 

A partir desse princípio, construir/reconstruir estruturas e processos que envolvam múltiplas partes, em que pese a aparente dificuldade em função da multiplicidade em todos os sentidos, do legítimo direito de defesa de interesses dos povos, o que se imagina impossível pode acontecer.

 Estados Unidos e China assinaram, no último dia 15, a fase 1 do acordo comercial. O Departamento do Tesouro americano removeu o rótulo da China de manipuladora de moeda, de acordo com relatório semestral de macroeconomia e política cambial dos principais parceiros comerciais, elaborado pelo Departamento do Tesouro.

Em relação a reservas de ouro, China e Rússia, seus bancos centrais, que não integram o sistema de bancos centrais, continuam comprando e aumentando suas reservas em ouro, de acordo com dados de novembro do ano passado do Conselho Mundial de Ouro. 

Um passo de cada vez.

*Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio, advogado e sócio da Advocacia L. P. Fazzio

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