MEI: a década do microempreendedor

MEI: a década do microempreendedor

Caio Mastrodomenico*

10 de fevereiro de 2021 | 05h45

Caio Mastrodomenico. FOTO: DIVULGAÇÃO

Desde a criação do microempreendedor individual, muitas pessoas vêm se cadastrando e entrando para essa atividade profissional, que inclusive, pode ser feita pela internet em poucos minutos. Mas afinal, por quê o número de MEI vem crescendo tanto?

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2009, ano em que foi aprovado essa subcategoria de microempresa, 4,1 milhões de brasileiros trabalhavam como autônomos. Porém, essa quantidade cresceu aproximadamente em 178%, de acordo com a Receita Federal, pois em janeiro de 2021 já são quase 11,4 milhões de MEIs no Brasil.

A criação dessa modalidade foi muito importante, pois parte da população que trabalhava sem renda fixa, não tinha acesso aos benefícios previdenciários, como aposentadoria por idade ou invalidez, salário maternidade e auxílio-doença, mas essa realidade mudou com o microempreendedor individual.

E esses eram, sem dúvidas, o motivo pela qual os trabalhadores não deixavam seu emprego de carteira assinada para seguir seus sonhos e abrir o próprio negócio, já que ninguém troca o certo pelo duvidoso, logo, deixar um pai ou uma mãe de família sem a garantia do salário do final do mês, era algo muito arriscado. Mas tudo mudou com a chegada desta subcategoria

Essa década está sendo considerada a do microempreendedor, devido aos problemas econômicos do país que geraram uma crise que engloba o desemprego, ou seja, muitos candidatos para poucas vagas, fazendo com que seja o gatilho inicial para a criatividade e o surgimento de pequenos negócios.

Basicamente, depois de um certo tempo sem conseguir um emprego a pessoa necessita de uma renda, e é a partir daí que surgem as ideias de vender roupas, doces ou outros alimentos, e até mesmo de criar a coragem de investir nos próprios sonhos. Com os benefícios oferecidos pelo governo, essa estratégia se torna ainda mais válida.

Além disso, ao se declarar como empresário e sendo portador de um CNPJ, a busca por créditos bancários se torna ainda mais fácil. Um exemplo disso é a antecipação de recebíveis, que permite que o vendedor receba o valor integral de suas vendas a prazo, sem que ele fique com capital baixo e problemas financeiros.

Com todos esses avanços, hoje em dia não precisa ter medo de se arriscar em abrir uma microempresa. Existem muitas opções que podem auxiliar a conquistar esse objetivo e evitar ficar sem renda. A década do MEI, como estão chamando, veio para revolucionar e mostrar que tudo é possível.

*Caio Mastrodomenico, CEO da Vallus Capital

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