Médico é preso em Sorocaba por fraudes em ações trabalhistas

Médico é preso em Sorocaba por fraudes em ações trabalhistas

Em ação conjunta, agentes da Polícia Federal e procuradores da República deflagraram nesta quarta-feira, 29, a terceira fase da Operação Hipócritas, investigação sobre desvios em processos judiciais

Julia Affonso e Fausto Macedo

29 Agosto 2018 | 12h32

Foto: MPF

Em ação conjunta na manhã desta quarta, 29, a Procuradoria da República e a Polícia Federal deflagraram a terceira fase da Operação Hipócritas, investigação sobre fraudes em processos trabalhistas. Um médico foi preso por ordem da 9.ª Vara Federal de Campinas.

A força-tarefa cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e o mandado de prisão preventiva na cidade de Sorocaba.

Segundo a Procuradoria, esta etapa da investigação tem como principais alvos dois médicos do trabalho que alternavam as funções de perito e de assistente técnico em perícias trabalhistas, cuja participação no esquema de corrupção foi descoberta pela análise de provas colhidas nas fases anteriores da operação.

Um médico é acusado de ter pago propina a um perito judicial e o outro é suspeito de ter recebido propina, na função de perito judicial, de um assistente técnico de empresas. Em todos estes casos o objetivo era garantir a emissão de laudos periciais favoráveis aos interesses de empresas em processos trabalhistas.

Um médico teve a prisão preventiva decretada pela 9.ª Vara Federal de Campinas. Segundo a Procuradoria, apesar de também ser integrante do esquema de corrupção, ele seguia atuando como perito judicial normalmente, inclusive sendo encarregado de substituir peritos afastados pela Justiça Federal por envolvimento nas fases anteriores da operação.

“O médico, em vez de se afastar de suas atividades de perito judicial em virtude da investigação, estava, indiretamente, se beneficiando da operação, que ‘eliminou’ alguns de seus ‘concorrentes’, profissionais de saúde que enganavam a Justiça”, informa a Procuradoria.

Os investigados responderão, de acordo com as suas participações, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, cujas penas máximas são de 12 anos de prisão e multa para cada caso em que for comprovado o pagamento ou recebimento de propina.

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