MC Maromba fecha acordo com Procuradoria por vídeo de assédio a mulheres e trans

MC Maromba fecha acordo com Procuradoria por vídeo de assédio a mulheres e trans

Funkeiro foi alvo de inquérito civil do Ministério Público Federal e se comprometeu a gravar retratação e a não mais exibir, publicar em seus canais e perfis em redes sociais, ou utilizar em shows imagens de mulheres ou pessoas LGBTI+ sendo molestadas

Pedro Prata

22 de agosto de 2019 | 18h04

A Procuradoria do Rio assinou um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o funkeiro MC Maromba para a gravação de um vídeo de retratação e conscientização sobre a violência e o assédio contra mulheres e pessoas transgênero. Foto: YouTube/@McMarombaOficial/Reprodução

O funkeiro MC Maromba assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Procuradoria no Rio para a gravação de um vídeo de retratação e conscientização sobre a violência e o assédio contra mulheres e pessoas transgênero.

O artista comprometeu-se, ainda, a não mais exibir, publicar em seus canais e perfis em redes sociais, ou utilizar em shows imagens de mulheres ou pessoas LGBTI+ sendo molestadas, assediadas, importunadas ou constrangidas a fazer ou não fazer algo.

Documento

Um inquérito civil foi instaurado pelo Ministério Público Federal após o cantor divulgar o videoclipe Movimento do Papapa, no qual mulheres, uma transexual entre elas, são retratadas sofrendo assédio em locais públicos.

Pelo TAC, o cantor comprometeu-se a solicitar a retirada de todos os links para o vídeo em questão e, ainda, a publicar retratação pela veiculação do conteúdo ofensivo em todos os seus perfis nas mídias sociais.

O documento prevê, ainda, que o cantor não mais utilizará em seus videoclipes imagens de crianças ou adolescentes desacompanhados dos pais, sem o respectivo alvará da autoridade judiciária.

O funkeiro MC Maromba já publicou o vídeo em suas mídias sociais.

O MPF considera, no TAC, a ‘situação de desigualdade de gênero no Brasil, quinto país do mundo com a maior taxa de feminicídios conforme dados da ONU’.

Leva em conta, também, a ‘situação de alta vulnerabilidade vivenciada pelas pessoas trans no Brasil, país que lidera o ranking mundial de assassinatos de travestis e transexuais, conforme dados da ONG Internacional Transgender Europe’.

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