Marqueteiros do PT depõem na ação contra Dilma/Temer

Marqueteiros do PT depõem na ação contra Dilma/Temer

A realização de novas audiências antes de dar continuidade à análise de mérito da ação foi decidida pelo Plenário do TSE, em julgamento no dia 4 de abril

Julia Affonso, Fausto Macedo e Rafael Moraes Moura

24 de abril de 2017 | 11h07

O marqueteiro João Santana e Mônica Moura em Curitiba. FOTO: REUTERS/Rodolfo Buhrer

O marqueteiro João Santana e Mônica Moura em Curitiba. FOTO: REUTERS/Rodolfo Buhrer

O casal de marqueteiros de campanhas eleitorais do PT, João Santana e Mônica Moura, e o funcionário André Luis Reis Santana prestam depoimento a partir das 9h desta segunda-feira, 24, no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Todos são delatores na Operação Lava Jato e vão falar na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) 194358, que pede a cassação da chapa Dilma/Temer, reeleita em 2014.

Os depoentes informaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a impossibilidade de comparecimento à audiência anteriormente marcada para o dia 17 de abril. O casal tinha audiências anteriormente agendadas em Curitiba.

A realização de novas oitivas antes de dar continuidade à análise de mérito da ação foi decidida pelo Plenário do TSE, em julgamento ocorrido no dia 4 de abril.

A Corte tomou a decisão ao examinar duas questões de ordem na abertura do julgamento da chapa presidencial Dilma-Temer. Após as oitivas será dado prazo de cinco dias para as alegações finais das partes.

Caixa 2. No início de Abril, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou as delações premiadas do marqueteiro, de sua mulher e do funcionário do casal André Reis Santana.

Em 18 de abril, Monica Moura confessou caixa 2 ao juiz federal Sérgio Moro. Segundo a mulher de João Santana, ‘era uma exigência dos partidos que tivesse sempre a maior parte em caixa 2’.

Monica Moura declarou que ela e João Santana trabalham juntos na Polis Propaganda, ‘que é nossa agência’, há 15 anos. “Nós somos casados, vivemos juntos há 18 anos.”

“Todas as campanhas políticas que nós fizemos, todas da Polis e antes da Polis, quando eu era apenas uma funcionária de outras campanhas, de outros marqueteiros, sempre trabalhamos com caixa 2, com recursos não contabilizados, em todas as campanhas”, afirmou.

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