Marco Aurélio diz esperar que seu nome não esteja na lista dos investigados da Receita

Marco Aurélio diz esperar que seu nome não esteja na lista dos investigados da Receita

Ministro do Supremo Tribunal Federal afirma que 'não tem nada a esconder' do Fisco

Rafael Moraes Moura / BRASÍLIA

26 de fevereiro de 2019 | 15h42

Ministro Marco Aurélio Mello. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse nesta terça-feira, 26, esperar que o seu nome não esteja incluído na lista da Receita Federal de contribuintes alvo de investigação por indícios de irregularidades tributárias, mas assegurou que não tem nada a esconder do órgão.

O comentário do ministro foi feito um dia depois de o Estadão/Broadcast revelar que a Receita incluiu a advogada Roberta Maria Rangel, mulher do ministro Dias Toffoli, presidente do STF, e a ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), entre contribuintes alvo de investigação por indícios de irregularidades tributárias. É a mesma apuração que também atingiu o ministro do STF Gilmar Mendes e sua mulher, Guiomar Feitosa.

“Espero que o meu (nome) não esteja”, disse Marco Aurélio a jornalistas, ao chegar para a sessão da Primeira Turma nesta tarde. “Não tenho nada a esconder”, completou.

Reação. Conforme informou o Estado no domingo, 24, o vazamento de dados sobre uma investigação tributária envolvendo Gilmar gerou um movimento entre congressistas e ministros do Supremo Tribunal Federal para discutir um projeto de lei com o objetivo de limitar os poderes de atuação da Receita.

Se concretizada, a mudança poderá causar impacto no modo como o Fisco tem cooperado com grandes investigações de combate à corrupção e lavagem de dinheiro, a exemplo da Operação Lava Jato.

Indagado pelo Estadão/Broadcast se apoia a limitação da atuação da Receita, Marco Aurélio respondeu: “Não, não, não. O vazamento (de informações) é que é ruim.”

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