Marco Aurélio defende respeito a ‘rito’ em tramitação de registro de Lula

Marco Aurélio defende respeito a ‘rito’ em tramitação de registro de Lula

Ministro do Supremo comentou sobre prazos para julgamento da candidatura do ex-presidente

Amanda Pupo e Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

16 de agosto de 2018 | 16h33

Ministro Marco Aurélio durante sessão do STF. Foto: Fellipe Sampaio /SCO/ST

marco aurélio

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta quinta-feira, 16, o respeito ao ‘rito’, quando indagado sobre os prazos para julgamento do registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado na Lava Jato, à presidência da República.

Menos de uma hora depois de o pedido de registro de Lula ser definido por sorteio e encaminhado na última quarta-feira, 15, ao ministro Luís Roberto Barroso, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou uma impugnação à candidatura do ex-presidente.

Um dos defensores do petista, o advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira disse nesta quinta-feira que não tinha visto a PGR ser “tão rápida até hoje”. Nesta quinta, Raquel Dodge pediu que o prazo para resposta de Lula passe a valer desde já.

“Há a necessidade de se observar o rito. É o que eu costumo dizer: paga-se um preço por ser viver num Estado democrático – e é módico. Está ao alcance de todos o respeito ao figurino legal”, disse Marco Aurélio Mello a jornalistas, ao chegar para a sessão plenária do STF.

‘Obrigada, viu, gente?’. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, evitou nesta quinta-feira, 16, rebater as críticas do advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira à rapidez com que o Ministério Público Eleitoral (MPE) decidiu contestar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto.

“O que eu tinha para falar, já falei no processo. Eu continuo falando no processo”, disse Raquel Dodge a jornalistas, ao chegar para a sessão plenária do STF.

Indagada se o estoque de processos do Brasil estaria zerado caso a PGR fosse mais célere nos trabalhos, Raquel Dodge encerrou a conversa: “Obrigada, viu, gente?”.

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