Marco Aurélio autoriza novo inquérito contra Paulinho da Força

Marco Aurélio autoriza novo inquérito contra Paulinho da Força

Ministro do Supremo dá sinal verde para investigação sobre suposto envolvimento do parlamentar em captação ilícita de clientes para apresentação de ações trabalhistas

Amanda Pupo/BRASÍLIA

19 de outubro de 2018 | 14h09

Paulinho da Força. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito para apurar o suposto envolvimento do deputado federal Paulinho da Força (SD-SP) em esquema de captação ilícita de clientes para apresentação de ações trabalhistas a partir de listas com nomes e dados de trabalhadores demitidos. O parlamentar teria acesso às informações junto aos sindicados em que exerce influência, de acordo com a Procuradoria-Geral da República, que pediu a instauração do inquérito. A decisão é desta quinta-feira, 18. Paulinho da Força foi eleito para mais um mandato como deputado federal nestas eleições.

O caso foi apresentado na Procuradoria da República em São Paulo, onde foi relatada a suposta aquisição de listas com as informações dos trabalhadores mediante pagamento de R$ 100 mil por mês. Lá, também foi anexada cópia de contrato celebrado com o grupo de advogados, apontando os associados como responsáveis por encaminhar “lista válida de possíveis clientes aos associados, no intuito de aforar ação trabalhista”.

Além de autorizar a abertura de inquérito, Marco Aurélio deu aval para que sejam ouvidos sete advogados no caso, assim como a realização de diligência no prédio supostamente utilizado como escritório de apoio para captação dos trabalhadores demitidos. O ministro também deu 15 dias para Paulinho da Força se manifestar, caso tenha interesse.

E agosto, o parlamentar já foi alvo de denúncia da PGR nas investigações da Operação Registro Espúrio. Ele e mais 25 foram denunciados por organização criminosa com atuação junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O grupo é acusado de fazer negociações ilícitas de registros sindicais.

COM A PALAVRA, PAULINHO DA FORÇA

A reportagem entrou em contato com a assessoria do deputado, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

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