Márcio França nega ‘promoção pessoal’

Juíza da 14.ª Vara da Fazenda de São Paulo, Alessandra Barrea Laranjeiras, determinou a retirada de publicações de discurso do governador no interior do Estado

Ana Carolina Neira, Fabio Leite e Luiz Vassallo

02 Julho 2018 | 21h34

SÃO PAULO – Após ser barrado pela Justiça de fazer discursos com “cunho de promoção pessoal”, o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), negou, em nota, que tenha usado compromissos públicos para objetivos eleitorais.

O pessebista classificou como um “erro” a decisão da juíza da 14.ª Vara da Fazenda de São Paulo, Alessandra Barrea Laranjeiras, que determinou, liminarmente, que ele se abstenha de discursar em eventos públicos para promoção pessoal, sob pena de multa de R$ 5 mil para cada ato de desobediência.

O governador, pré-candidato à reeleição, atacou ainda o ex-prefeito da capital paulista João Doria (PSDB), seu adversário na disputa, acusando o tucano de “mandar” correligionários moverem ações judiciais contra ele.

COM A PALAVRA, MÁRCIO FRANÇA

“Trata-se de liminar, decisão tomada sem ouvir as partes em profundidade, que vamos agravar para que a juíza possa fazer a correção, já que foi induzida a erro. A medida, inclusive, torna-se inócua, já que a partir do dia 7 deste mês não firmarei mais convênios em exigência à legislação eleitoral.

Deixo claro desde já que nunca em meus compromissos públicos fiz promoção pessoal e muito menos com uso da máquina pública. Por isso confio na Justiça e na suspensão da liminar.

O que está claro é que o medo do ex-prefeito João Doria fica a cada dia mais explícito ao mandar seus correligionários moverem tais expedientes na Justiça. E ele tem razão mesmo de ter medo de me enfrentar nas urnas, pois a cada dia ele perde terreno, conforme comprovam as pesquisas.

Márcio França”