Mansão do Nicolau fica ‘no paraíso’, afirma comprador

Mansão do Nicolau fica ‘no paraíso’, afirma comprador

Empresário Gilberto Caiuby Fischel, que arrematou por R$ 7,1 milhões imóvel no Guarujá confiscado de ex-juiz do Trabalho, afirma que 'região é linda' e que 'não conhece' antigo proprietário

Fausto Macedo

12 Novembro 2015 | 16h54

O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto chega a sua casa no Morumbi após ser solto. Foto: Robson Fernandjes/Estadão

Ex-juiz Nicolau dos Santos Neto. Foto: Robson Fernandjes/Estadão

O empresário Gilberto Caiuby Fischel, que arrematou por R$ 7,1 milhões a mansão no Guarujá do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, disse que ‘gosta muito da região’. Na avaliação de Fischel, a casa fica em uma área que ‘é um dos últimos paraísos’ próximo a São Paulo. “A região é linda”, diz o empresário.
Nesta quarta-feira, 11, em meio a uma intensa disputa na Central de Hastas Públicas Unificadas no Fórum de Execuções Fiscais da Justiça Federal de São Paulo a mansão de Nicolau foi leiloada.

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O imóvel, com valor de avaliação em R$ 5,858 milhões, é uma casa no Balneário Prainha Branca com piscina e estacionamento para lanchas. O lance mínimo para arrematação em 2.º Leilão era de R$ 3.515.340,00. A área do terreno é de 1.632,00 m² e a área edificada é de 693,43 m².

Nicolau foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão pelos crimes de desvio de verbas, estelionato e corrupção na construção do Fórum Trabalhista de São Paulo. A Justiça decretou o confisco dos bens do ex-juiz que presidiu o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2.ª Região (TRT2). Entre os bens sequestrados está a casa do Balneário Prainha Branca, agora arrematada por Fischel. O ex-juiz está com 85 anos.

“A gente gosta muito da região, ela é muito bonita e não há muitos imóveis à venda. Qauando esse leilão foi anunciado achei uma ótima oportunidade para comprar no local que me agrada muito”, disse Gilberto Fischel, que atua na área incorporação imobiliária e construção civil.

Ele disse que não conhece o ex-juiz. “Não conheço (Nicolau), obviamente. A aquisição (do imóvel) não tem nenhuma conexão, nenhuma relação, nada. Apenas participei do leilão. Minha conexão é com a região, um dos últimos paraísos perto de São Paulo.” Outro fator que o atraiu para o negócio é a distância do Guarujá, relativamente perto da Capital. “Para quem enfrenta o trânsito de São Paulo as praias do Litoral Norte ficam distantes demais, uma loucura.”

Fischel esclarece como ficou sabendo do leilão da mansão de Nicolau. “Eu tenho negócio na área imobiliária, de vez em quando a gente olha aqui e ali. Conheço muita gente naquela região (Guarujá).

Todo mundo sabe que eu gostaria muito (de uma casa no Balneário Prainha Branca. Um amigo me avisou. Conheço o imóvel, a gente já passou na frente. Todo mundo vê. Foi muito piloto automático. O leilão foi feito tudo corretamente.”

O empresário disse que é sócio de ‘um negócio que faz investimentos em empresas que estão começando a trabalhar projetos’.

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