‘Maninho do PT’ deixa Penitenciária de Tremembé

‘Maninho do PT’ deixa Penitenciária de Tremembé

Ex-vereador de Diadema (na foto, à esquerda, acompanhado de seu advogado), na Grande São Paulo, e o filho são acusados de tentativa de homicídio do empresário Carlos Alberto Bettoni na noite de 5 de abril, durante manifestação em frente o Instituto Lula, pouco depois de o então juiz Sérgio Moro decretar a prisão do ex-presidente no processo do triplex

Fausto Macedo e Julia Affonso

17 Dezembro 2018 | 17h17

Maninho do PT e o advogado Roberto Guimarães deixaram o presídio. Foto: Divulgação/defesa

O ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o ‘Maninho do PT’, e seu filho, Leandro Eduardo Marinho, deixaram a penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, no início da tarde desta segunda-feira, 17.

Na tarde de sexta, 14, eles foram beneficiados com um pedido de habeas corpus concedido pelo ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça. O ministro acatou pedido de habeas da defesa do ex-vereador e de seu filho, a cargo dos advogados Roberto Guimarães e João Paulo Martinelli, professor do IDP-SP.

‘Maninho do PT’ e seu filho tiveram a prisão decretada após terem agredido o empresário Carlos Alberto Bettoni, na noite de 5 de abril, em frente ao Instituto Lula. Na ocasião, a informação sobre a ordem de prisão do ex-presidente Lula para cumprir a pena de 12 anos e um mês de reclusão no processo do triplex havia acabado de ser divulgada. Um grupo de manifestantes se concentrou à porta do Instituto, no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

O empresário Carlos Alberto Bettoni Foto: Sebastião Moreira / EFE

Pai e filho foram denunciados por tentativa de homicídio por motivo torpe e cruel.

‘Maninho do PT’ e Leandro são acusados de terem empurrado o empresário, que teria gritado ‘ofensas’ ao PT. Ele bateu a cabeça em um caminhão que passava pelo local. Bettoni foi, então, encaminhado ao Hospital São Camilo, onde ficou internado até o final de abril.

COM A PALAVRA, OS ADVOGADOS ROBERTO GUIMARÃES E JOÃO PAULO MARTINELLI

“A decisão do STJ reconhece que não há necessidade de os acusados aguardarem o julgamento presos, pois não oferecem qualquer perigo ao processo. O caso ainda está longe de um desfecho e aguardar na prisão não atende a qualquer requisito da prisão preventiva.”

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