Manifestantes fazem a primeira caminhada por Lula

Manifestantes fazem a primeira caminhada por Lula

MST e outras entidades já acampados em Curitiba realizam primeiro 'teste' para ato de apoio ao ex-presidente, que nesta quarta, 10, vai ficar frente a frente com o juiz Sérgio Moro

Valmar Hupsel Filho, Ricardo Brandt e Ricardo Galhardo, enviados especiais a Curitiba

09 de maio de 2017 | 17h37

Defensores de Lula concentrado em Curitiba. Foto; Valmar Hupsel Filho

No início da noite desta terça-feira, 09, empunhando faixas com dizeres “Fora Temer” e “Diretas Já” tochas acessas e bandeiras do MST, militantes iniciam uma marcha em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que depõe como réu nesta quarta-feira ao juiz Sérgio Moro. Os militantes irão seguir do acampamento que montaram no pátio dos rodoferroviarios até a Praça Tiradentes. Os organizadores estimam em 4 mil pessoas na marcha.

À frente da marcha estão o líder do MST, João Pedro Stédile e o deputado Paulo Pimenta (PT), entre outros.

Stédile disse que, embora tenha negado o pedido da defesa de Lula para que o fepimentonseja transmitido ao vivo, a militância espera que Moro volte atrás da decisão. “Esperamos que o juiz Sérgio Moro tenha civilidade e autorize a transmissão direta da audiência para que se evite as práticas antidemocráticas que ele costuma fazer, de selecionar tópicos que interessam politicamente, e não juridicamente, e entregar para a Globo”, disse

“Hoje há uma passeata. Já houve uma manifestação no período da manhã, no município de Campo Largo, com integrantes do MST, a polícia acompanhou, não houve incidente nenhum. E hoje à partir das 18h é prevista uma passeata do local de acampamento até o centro da cidade”, afirmou o secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita.

Acampamento. Um grande acampamento foi montado no terreno, que é da União, já que a prefeitura proibiu a montagem em terrenos municipais. Pela manhã, a senadora Gleisi Hoffmann, (PT-PR), que também é investigada na Lava Jato, esteve no local e cumprimentou militantes.

Novas caravanas estão previstas para chegar entre a noite desta terça-feira e manhã desta quarta.
“Estamos esperando cerca de 50 mil pessoas”, estima o coordenador da Frente Brasil popular, Raimundo Bonfim. Ele disse que a Frente convidou o ex-presidente Lula para o ato batizado de Jornada pela Democracia, que acontece às 18h desta quarta, logo apos o depoimento.

O líder do MST, João Pedro Stédile disse que o ato tem como objetivo “impedir práticas antidemocráticas” que, segundo ele, foram cometidas no processo contra Lula. “O que estamos defendendo é o direito de ele ser julgado com Justiça”, disse ele, que pede que o depoimento seja transmitido ao vivo.

Um dos coordenadores do MST do Paraná, Roberto Baggio disse que, diferente do que foi divulgado pela polícia, as facas, fações e enxadas apreendidas não eram armas, mas ferramentas usadas pelos militantes para a cozinha e armação das barracas.”Isso é uma manipulação da Polícia. São ferramentas para manipulação da comida e armação dos abrigos”, disse.

Números. O secretário de Segurança afirmou que é uma operação complexa, por envolver várias forças de segurança. “Já recebemos as primeiras caravanas.”“A informação dos grupos para nós seria na faixa de 300 ônibus. A realidade que nós temos hoje em Curitiba são 20 ônibus. E a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT, tem registrado 36 pedidos de novos ônibus vindo para cidade. É o que temos hoje.”

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