Maluf defende protesto ‘sem violência’ e diz ter ‘consciência tranquila’

Maluf defende protesto ‘sem violência’ e diz ter ‘consciência tranquila’

Ex-prefeito de São Paulo diz que domingo vai ficar em casa com a família; 'eu não estou nesse problema (Lava Jato)'

Redação

14 de março de 2015 | 05h00

Por Fausto Macedo e Julia Affonso

O deputado Paulo Maluf (PP/SP), ex-prefeito de São Paulo (1993/1996), disse que é a favor de toda manifestação pública, desde que não haja violência. Ao ser indagado sobre o que pensa dos protestos contra malfeitos e corrupção programados para domingo, 15, em todo o País, ele declarou que a liberdade de expressão “é um preceito constitucional, mas não pode provocar violência”.

Paulo Maluf. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Paulo Maluf. Foto: Dida Sampaio/Estadão

 

ESTADÃO: O sr. é a favor das manifestações?

PAULO MALUF: A liberdade de expressão é um preceito constitucional, entretanto ela não pode incitar a violência.

ESTADÃO: Como devem ser as manifestações?

MALUF: Elas têm que ser pacíficas, pura e simplesmente como uma forma de comunicação.

ESTADÃO: O sr vai às ruas neste domingo?

MALUF: Eu vou ficar com a minha família, em casa com meus netos (risos).

ESTADÃO: O sr. é contra a corrupção?

MALUF: Eu não estou nesse problema (Operação Lava Jato, que pegou 50 políticos, inclusive 18 colegas seus do PP). O teu jornal fez uma página falando isso. Eu não estou (na Lava Jato). Sou um sujeito sério, fiz todas as obras da Capital e ainda hoje todo mundo me provoca para ser prefeito de novo. Faz 16 anos que não se faz uma ponte nessa cidade. Quando alguém quer fazer um projeto bom é para derrubar o Minhocão. Tenho a consciência tranquila, fui o prefeito que mais realizou.

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