Luz da Infância prende 43 em flagrante por ‘conteúdo sexual infantil’

Luz da Infância prende 43 em flagrante por ‘conteúdo sexual infantil’

Dados da 6.ª fase da operação que mira abusos contra crianças e adolescentes, deflagrada simultaneamente em 12 Estados e outros quatro países, foram registrados até as 11h30 desta terça, 18; entre os presos está um professor de uma escola localizada no bairro Pinheiros, zona oeste da capital paulista

Pepita Ortega

18 de fevereiro de 2020 | 13h06

Atualizada às 18h40 de 18 de fevereiro de 2020 para atualização do balanço da operação.

Foto: Ministério da Justiça e Segurança Pública / Reprodução

A sexta fase da Operação Luz da Infância prendeu 43 pessoas em flagrante nesta terça, 18. A ação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, pasta chefiada por Sérgio Moro, foi desencadeada pelas polícias civis de 12 Estados para identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes.

O Estado com maior número de flagrantes foi São Paulo, no qual 17 pessoas foram detidas durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdo relacionado a crimes de exploração sexual praticados contra crianças e adolescentes. Entre os presos está um professor de uma escola localizada no bairro Pinheiros, zona oeste da capital paulista.

O delegado Osvaldo Nico, da Polícia Civil de São Paulo, afirmou que o professor ‘pediu ajuda’.

Segundo a Polícia Civil, o professor fazia uso de uma artimanha para ludibriar as vítimas, em geral meninas de 12 e 13 anos de idade. Ele embutia em caixinhas de remédio uma câmera secreta para filmar as alunas em sala. Foram três anos de armazenamento de imagens.

Secco, segundo os investigadores, mantinha em seus computadores o arquivo de fotos e vídeos das vítimas.

A polícia fez buscas na casa do docente, onde um computador foi confiscado. Também apreendeu um segundo computador dele na sala de professores da escola.

Foto: Reprodução

Ao todo, os agentes realizaram 94 buscas nos Estados de Alagoas, Acre, Ceará, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e Santa Catarina.

Outras 18 ordens são cumpridas em endereços em outros quatro países: Colômbia, Estados Unidos, Paraguai e Panamá.

Foto: Reprodução

No Brasil, a pena para quem armazena conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual varia de 1 a 4 anos de prisão, de 3 a 6 anos pelo compartilhamento e de 4 a 8 anos de prisão pela produção.

Em setembro de 2019, a Operação Luz na Infância 5 foi realizada em 14 estados e seis países e prendeu 51 pessoas. Foram mobilizados para a operação 656 policiais que atuam nas buscas decretadas contra 105 alvos.

COM A PALAVRA, A DEFESA

A reportagem busca contato. O espaço está aberto para manifestação.