Lula tinha ciência que o triplex era reservado para ele, afirma desembargador

Lula tinha ciência que o triplex era reservado para ele, afirma desembargador

Em seu voto, que ainda não concluiu, Gebran Neto, do Tribunal da Lava Jato, é taxativo ao incriminar ex-presidente, já condenado em primeira instância a 9 anos e seis meses de prisão no caso triplex

Julia Affonso, Luiz Vassallo e Ricardo Brandt, enviado especial a Porto Alegre

24 Janeiro 2018 | 13h19

Triplex do Guarujá. Foto: Marcio Fernandes/Estadão

O desembargador João Pedro Gebran Neto afirmou categoricamente, em seu voto no julgamento do ex-presidente Lula no caso do triplex do Guarujá. “Assim, verifica-se das provas carreadas aos autos que o apelante Luiz Inácio Lula da Silva tinha ciência que, apesar da aquisição inicial da unidade, tinha reservada para si a unidade triplex sem que tivesse investido recursos para tal aquisição. Que ele e familiares estiveram nessa unidade solicitando modificações estruturais e adaptação, aparelhamento com móveis e utensílios, reformas estas que não apenas foram feitas, mas foram vistoriadas. Ainda a revelar a intenção do agente há prova quanto à apresentação dos projetos na residência do casal.”

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O triplex do Guarujá é o pivô da ação penal contra o ex-presidente. A força-tarefa da Procuradoria da República na Lava Jato afirma que o imóvel era de fato destinado a Lula, que teria recebido propinas da empreiteira OAS em forma de melhorias no apartamento do litoral.

Gebran ainda lê seu voto. Ele já sinalizou que vai condenar Lula. Só não se sabe se defenderá a manutenção da pena de 9 anos e seis meses já imposta em primeira instância ao petista pelo juiz Sérgio Moro ou se vai aumentar a sanção.

Depois de Gebran irão votar os desembargadores Leandro Paulsen e Victor Laus.

A defesa pede absolvição de Lula. Alega que ele é vítima de lawfare, uso de recursos jurídicos com fins políticos.

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