Lula e dona Marisa ‘orientaram’ instalação de cozinha gourmet de R$ 252 mil no sítio, diz PF

Lula e dona Marisa ‘orientaram’ instalação de cozinha gourmet de R$ 252 mil no sítio, diz PF

Laudo da Operação Lava Jato destaca que equipamentos foram instalados em 2014 sob acompanhamento de um arquiteto da empreiteira OAS

Ricardo Brandt, Julia Affonso e Mateus Coutinho

28 de julho de 2016 | 15h25

Foto: Reprodução

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A cozinha gourmet do sítio de Atibaia – cuja propriedade é atribuída ao ex-presidente Lula -,custou R$ 252 mil, informa laudo da Polícia Federal anexado aos autos da Operação Lava Jato. Os equipamentos foram instalados em 2014. A execução da obra, diz o documento, ‘foi acompanhada por arquiteto da empreiteira OAS, sr. Paulo Gordilho, e, segundo suas comunicações, com orientação do ex-presidente Lula e sua esposa’.

No laudo, a PF inclui ainda mensagens de celular de Gordilho que relatam até um encontro dele com Lula em um churrasco no sítio no qual os dois beberam cachaça e cerveja e também teriam conversado sobre as reformas no local

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No capítulo ‘conclusões’ o laudo informa que em agosto de 2010, mediante contrato particular de compra e venda, o sítio Santa Bárbara foi vendido a Fernando Bittar e Jonas Leite Suassuna Filho ‘para uso da família do sr. Luiz Inácio Lula da Silva.

Fernando é filho do sindicalista Jacob Bittar, amigo de Lula. O outro comprador do sítio, Jonas Suassuna, amigo do filho mais velho do ex-presidente.

O laudo diz que Fernando Bittar não teria rendimentos suficientes para bancar os custos da compra e reforma do Santa Bárbara, no total de R$ 1,7 milhão.

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