‘Lula deu amplo apoio para financiamento deste sistema ilícito’

‘Lula deu amplo apoio para financiamento deste sistema ilícito’

Relator da Lava Jato no TRF-4, Gebran Neto aponta 'atuação de Lula com a interferência direta na nomeação de dirigentes da Petrobrás'

Ricardo Brandt, enviado especial a Porto Alegre, Julia Affonso, Luiz Vassallo e Fausto Macedo

24 Janeiro 2018 | 12h23

Foto: Reprodução da transmissão ao vivo pelo canal de Youtube do TRF-4

O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) afirmou nesta quarta-feira, 24, que o ex-presidnete Lula emprestou ‘amplo apoio para o funcionamento deste sistema ilícito na captação de recursos com a interferência direta na nomeação de dirigentes da Petrobrás’. A estatal foi alvo de um cartel de empreiteiras que se instalou em diretorias estratégicas para financiamento de partidos da base do governo, especialmente o PT, entre 2004 e 2014.

+ Defesa de Okamotto também ataca acusações a Lula
+ Lula era ‘garantidor de esquema maior’, diz relator

Gebran Neto ainda está lendo seu voto. Mas ele já sinalizou disposição em pedir a manutenção ou até ampliação da condenação imposta ao ex-presidente pelo juiz Sérgio Moro – 9 anos e seis meses de pena pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso triplex.

+ Procurador rechaça ‘visão míope de veneração à figura política que foi Lula’

“A atuação de Luiz Inácio Lula da Silva decorreu do amplo apoio que deu para o funcionamento deste sistema ilícito”, enfatizou Gebran Neto.

+ Procurador ataca ‘truculência da tropa de choque’ de Lula

“Há cristalina comprovação da capacidade de influência do ex-presidente no processo de nomeação dos agentes políticos na Petrobrás e sua ciência no esquema criminoso”, seguiu o relator.

+ O primeiro embate no Tribunal da Lava Jato

Ao abordar umaparte da condenação de Lula, por corrupção passiva, o desembargador foi categórico. “No caso, a corrupção passiva perpetrada pelo réu difere do padrão dos casos já julgados relacionados à Operação Lava Jato em relação a servidores da Petrobrás. Não se exige demonstração de participação ativa de Luiz Inácio Lula da Silva em cada um dos contratos, porém, em verdade, era garantidor de um esquema maior que tinha por finalidade incrementar de modo sub-reptício o financiamento de partidos pelo que agia nos bastidores para nomeação e manutenção de agentes públicos em cargos chave para a organização criminosa.”

+ Gebran Neto derruba teses da defesa e indica voto pela condenação de Lula

Mais conteúdo sobre:

Lulaoperação Lava Jato