Lewandowski homologa delação premiada de marqueteiro do MDB

Lewandowski homologa delação premiada de marqueteiro do MDB

Acordo de Renato Pereira com a Procuradoria-Geral da República cita irregularidades nas campanhas de Sérgio Cabral, Eduardo Paes, Luiz Fernando Pezão, além de fraudes em contratos na área de comunicação do Rio

Breno Pires/BRASÍLIA

13 Março 2018 | 16h53

Renato Pereira. Foto: Reprodução de vídeo do depoimento do delator.

Após haver apontado o que considerou ilegalidades, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou o acordo de colaboração premiada firmado entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o publicitário Renato Pereira, que realizou campanhas eleitorais pelo MDB no Estado do Rio de Janeiro. A decisão veio após a PGR fazer ajustes em termos do acordo. O ministro não retirou o sigilo da ação, desta forma não é possível saber quais são os novos termos propostos pela PGR.

Lewandowski havia questionado, na primeira análise do acordo, em decisão de 24 de novembro, algumas das bases utilizadas pela PGR na proposição de acordos de colaboração premiada. Os principais pontos que o ministro apontou como ilegais eram a possibilidade de o Ministério Público Federal fixar a pena a serem aplicadas ao delator e a multa que o colaborador deverá pagar, bem como a a suspensão do prazo de prescrição. Outro ponto questionado foi a autorização a delator para fazer viagens internacionais.

Segundo o gabinete do ministro, a PGR realizou os ajustes que foram apontados como necessários e teria feito a adequação dos termos do acordo aos requisitos determinados pelo relator. Os detalhes não foram divulgados pelo Supremo Tribunal Federal.

Uma polêmica em torno do assunto se deu após a decisão inicial de Lewandowski, que retirou o sigilo do caso. Prontamente, a PGR recorreu para que fosse restabelecido o segredo. Como Lewandowski entrou em licença médica, o ministro Dias Toffoli teve a incumbência de decidir sobre o pedido e, atendendo à PGR, devolveu o sigilo.

Delação. Proprietário da Agência Prole, responsável por campanhas eleitorais de Sérgio Cabral, Eduardo Paes e Luiz Fernando Pezão, Renato Pereira delatou não só emedebistas, como também um contrato falso com o Opportunity com o objetivo de fornecer dinheiro em espécie para o banco de Daniel Dantas, de acordo com o conteúdo da delação que veio a público em 2017.

Pereira também afirmou, entre outros pontos, que em 2016 o ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), direcionou licitação de R$ 55 milhões referente a serviços de publicidade da pasta para sua empresa, Prole Propaganda. Todos os citados negam.

COM A PALAVRA, A ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO OPPORTUNITY

O Opportunity não contratou a Prole e nunca teve contato com Renato Pereira.
O Opportunity contratou as empresas de assessoria de comunicação, dos jornalistas Marcelo Carneiro e William Passos, com o objetivo de calcular o valor do dano decorrente do uso doloso da imprensa para ser usado em procedimentos internacionais, que correm sob sigilo.
A afirmativa do marqueteiro de que teria simulado um contrato de prestação de serviços com o Banco Opportunity é falsa.
A mentira de Renato Pereira visa desacreditar os laudos que foram apresentados em demandas internacionais e serve sob medida aos concorrentes do Opportunity.”
Atenciosamente,
Elisabel Benozatti
Antonio Gaspar
Assessoria de Comunicação do Opportunity

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