Leilão Ostentação arrecada R$ 1,3 milhão

Leilão Ostentação arrecada R$ 1,3 milhão

Hasta pública, por meio eletrônico, autorizada pelo juiz Ulisses Augusto Pascolati Junior, da 2.ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, teve 50.700 visitas em pouco mais de um mês e disponibilizou jóias, bolsas e relógios Gucci, Hermès, Rolex, Chanel, Prada e outras marcas mundialmente famosas

Pedro Prata

02 de março de 2020 | 13h03

A Justiça de São Paulo arrecadou R$ 1,3 milhão no leilão da Operação Ostentação – inquérito da Polícia Civil sobre fraudes bancárias. Correntes, pingentes, pulseiras, anéis, brincos, bolsas, óculos e relógios de marcas mundialmente famosas – Gucci, Hermès, Rolex, Chanel, Prada, Dior, Valentino, Fendi, Louis Vuitton e Dolce Gabbana – foram arrematados em 94 lotes de produtos apreendidos. O resultado marcou aumento de 290% em relação ao valor de abertura.

A Ostentação foi deflagrada pela polícia em outubro de 2018. A hasta pública, realizada apenas por meio eletrônico, foi deferida pelo juiz da 2.ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, Ulisses Augusto Pascolati Junior.

Leilão Ostentação. Foto: Reprodução

O leilão durou quase um mês. Terminou no último dia 27. O montante arrecadado ultrapassou R$ 1,3 milhão, aumento de cerca de 290% em relação ao valor de abertura, que girou em torno de 455 mil, destaca a Comunicação Social do Tribunal de Justiça do Estado.

Os valores arrecadados ficarão depositados em conta judicial.

Leilão Ostentação. Foto: Reprodução

A venda desses ativos, destaca o TJ, elimina gastos com manutenção, aluguel, limpeza e vigilância.

Foram registradas quase 50.700 visitas e 177 pessoas se habilitaram para participar do leilão.

Foram anotados 2.173 lances em pouco mais de um mês entre a abertura e o encerramento da praça. O certame foi executado pelo leiloeiro público oficial Marcelo Valland.

Leilão Ostentação. Foto: Reprodução

Hastas públicas são atos do Poder Judiciário em que bens de um devedor são vendidos e o valor arrecadado é usado para saldar dívidas com credores e as despesas dos processos de execução. Os produtos ofertados são previamente avaliados e podem apresentar preços abaixo do valor de mercado.

Em novembro passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo instalou duas Varas Especializadas em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores.

Leilão Ostentação. Foto: Reprodução

A Comunicação Social do TJ ressalta que essas varas têm competência para processar e julgar, com exclusividade, as ações penais, inquéritos policiais, termos circunstanciados e medidas cautelares relativas aos crimes contra a ordem tributária e econômica (Lei 8.137/90); crimes da Lei de Licitações (Lei nº 8.666/93); delitos da Lei de Organização Criminosa (Lei nº 12.850/13); e da Lei de Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores (Lei nº 9.613/98).

Até o início de fevereiro, as duas varas já somavam 720 ações penais distribuídas, 1.851 inquéritos e 180 procedimentos cautelares.

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