Leia por que a Lava Jato pediu a prisão de empresário e executivos de banco

Leia por que a Lava Jato pediu a prisão de empresário e executivos de banco

Em petição de 103 páginas, onze procuradores do Ministério Público Federal no Rio sustentam que 'ainda não foram identificados todos os integrantes da organização criminosa'; nesta terça, 28, a Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Câmbio, Desligo, para prender o empresário Júlio César Pinto de Andrade e os gerentes do Bradesco Tânia Maria Aragão de Souza Fonseca e Robson Luiz Cunha Silva por suposto esquema de lavagem de R$ 989,6 milhões

Pepita Ortega, Julia Affonso e Fausto Macedo

28 de maio de 2019 | 11h37

Em uma petição de 103 páginas, onze procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio sustentam que ‘ainda não foram identificados todos os integrantes da organização criminosa’ que teria lavado R$ 989.6 milhões por meio do sistema bancário. Esse foi um dos motivos para os procuradores pedirem a prisão preventiva do empresário Júlio César Pinto de Andrade e de prisão temporária dos gerentes do Bradesco Tânia Maria Aragão de Souza Fonseca e Robson Luiz Cunha Silva, todos alvos da nova fase da Operação Câmbio, Desligo, desdobramento da Lava Jato/Rio, deflagrada nesta terça, 28.

Outro motivo do pedido de prisão é que o grupo ainda estaria agindo.

“Existem fundados indícios de que Robson Luiz Cunha Silva e Tânia Maria Aragão de Souza Fonseca permanecem até a atualidade praticando atos de lavagem de dinheiro, utilizando-se para tanto da estrutura do Banco Bradesco, inserindo no sistema financeiro recursos obtidos de forma ilegal, circunstância que aponta para a imprescindibilidade da decretação da prisão temporária”, afirma o Ministério Público Federal.

Em um trecho da petição, os procuradores são taxativos. “Ainda não foram identificados todos os integrantes da organização criminosa, sendo que os elementos colhidos indicam a participação de outros agentes nos crimes ainda não totalmente identificados, tais como os gerentes responsáveis pelas contas utilizadas nas transações ilícitas, de modo que a prisão temporária também visa evitar que os investigados promovam a ocultação e destruição de provas que permitam alcançar os outros membros da quadrilha.”

Na avaliação da força-tarefa da Lava Jato, ‘é grave, portanto, o risco de que, caso permaneçam em liberdade, Tânia Maria Aragão de Souoza Fonseca e Robson Luiz Cunha Silva venham agir para ocultação ou destruição de provas e impedir o avanço das investigações’.

COM A PALAVRA, O BANCO BRADESCO

“O Bradesco tomou conhecimento pela imprensa nesta manhã da ação de autoridades policiais envolvendo dois funcionários. As informações, quando oficialmente disponíveis, serão apuradas internamente. Como sempre, o Bradesco se coloca à disposição das autoridades no sentido da plena colaboração e esclarecimento sobre as apurações que estão sendo realizadas.

Por fim, o Bradesco reitera que cumpre rigorosamente com as normas de conduta ética e governança vigentes para a atividade”.

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