Leia o despacho de Fachin que confere à CPI da JBS poderes para ouvir o delator Saud

Leia o despacho de Fachin que confere à CPI da JBS poderes para ouvir o delator Saud

Ministro do Supremo Tribunal Federal atribui à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito a adoção de providências necessárias para a oitiva do ex-executivo do grupo que mergulhou o governo Temer na grande crise

Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

17 de outubro de 2017 | 11h24

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, atribuiu à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS a adoção de providências necessárias para o depoimento do ex-executivo do grupo J&F (controlador da JBS) Ricardo Saud.

O presidente da CPMI, senador Ataídes Oliveira (PSDB/TO), formalizou pedido de providências na Petição (PET) 7003, de relatoria do ministro, uma vez que Saud está preso preventivamente por determinação do próprio Fachin.

Saud e os principais acionistas do grupo, os irmãos Joesley e Wesley Batista, estão todos presos. Com suas delações premiadas – agora sob risco de rescisão por suposta violação do acordo firmado com a Procuradoria-Geral da República -, eles mergulharam o governo Michel Temer em uma crise sem precedentes.

As revelações dos delatores deram base a duas denúncias criminais do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o presidente. A primeira, por corrupção passiva, foi barrada pela Câmara. A segunda flechada de Janot imputou a Temer organização criminosa e obstrução de Justiça – nesta terça-feira, 17, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dá início à discussão sobre o parecer do relator, pela rejeição da acusação ao peemedebista.

Saud, que a CPMI quer ouvir, está preso em Brasília. “Nada tenho a opor quanto à pretensão, competindo à referida Comissão Parlamentar de Inquérito a adoção das providências necessárias à realização do ato”, decidiu Fachin.

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