Leia a sentença que põe Protógenes na lista vermelha da Interpol

Leia a sentença que põe Protógenes na lista vermelha da Interpol

Ex-delegado da PF e ex-deputado (PC do B/SP) que comandou Operação Satiagraha faltou às audiências na Justiça Federal em São Paulo e nem justificou; agora é foragido internacional

Fausto Macedo e Julia Affonso

14 de maio de 2016 | 14h05

Protógenes Queiroz. Foto: Dida Sampaio/AE

Protógenes Queiroz. Foto: Dida Sampaio/AE

A juíza federal Andreia Sarney, da 1.ª Vara Criminal Federal de São Paulo, determinou a expedição de mandado de prisão contra o ex-delegado da PF Protógenes Queiroz e a inclusão de seu nome na difusão vermelha da Interpol – índex dos mais procurados em todo o mundo.

A decisão foi dada nesta sexta-feira, 13, diante da ausência de Protógenes em audiência marcada para sexta.

Documento

Protógenes, o delegado que em 2008 deflagrou a polêmica Operação Satiagraha que levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas – mais tarde inocentado pelos tribunais superiores – , foi condenado em 2010 pelo juiz federal Ali Mazloum, da 7.ª Vara Criminal Federal de São Paulo a uma pena de três anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de violação de sigilo funcional e fraude processual – delitos que ele nunca admitiu.

A pena foi substituída por restrições de direitos. Mas o ex-delegado não compareceu a nenhuma audiência – a primeira marcada para 20 de abriol, a outra para 13 de maio – em que seria advertido sobre as restrições e nem apresentou qualquer justificativa para a ausência reiterada.

Nesta sexta, 13, a juíza Andreia Sarney mandou substituir a pena alternativa aplicada a Protógenes pela pena privativa de liberdade, ou seja, o ex-delegado deverá ficar atrás das grades.

A íntegra da sentença foi publicada pelo repórter Marcos de Vasconcellos, da revista eletrônica Consultor Jurídico (Conjur).

Neste sábado, 14, o repórter Walace Lara, da TV Globo, conversou com Protógenes pelo celular. O ex-delegado disse que desde outubro de 2015 está morando na Suíça como ‘asilado político’. Ele afirmou que ‘nunca recebeu nenhuma intimação’ da Justiça Federal.