Leia a ordem de prisão contra auditor e advogado por fraude de meio bi no Tribunal da Receita

Leia a ordem de prisão contra auditor e advogado por fraude de meio bi no Tribunal da Receita

Juiz Vallisney Oliveira, da 10.ª Vara Federal, em Brasília, acolheu argumentos da Procuradoria de que Eduardo Cerqueira Leite e Mario Pagnozzi estavam 'ocultando bens adquiridos em decorrência da corrupção'

Redação

26 de julho de 2017 | 12h27

Foto: André Dusek/Estadão

Em atendimento a uma ordem judicial decorrente de pedido do Ministério Público Federal, foram presos nesta quarta-feira, 26, o auditor da Receita Federal Eduardo Cerqueira Leite e o advogado Mário Pagnozzi. O juiz federal Vallisney Oliveira acatou os argumentos de que os dois estavam atuando em obstrução à Justiça e ainda ocultando bens adquiridos em decorrência da prática de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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Cerqueira Leite e Pagnozzi são alvos de ações penais impetradas no âmbito da Operação Zelotes. A denúncia mais recente foi aceita pela Justiça Federal, em Brasília, na última segunda-feira, 24, e envolve a atuação deles e de outras nove pessoas com o propósito de assegurar decisões favoráveis ao Bank Boston (Itaú/Unibanco). A prisão tem caráter preventivo e foi cumprida pela Polícia Federal em São Paulo, onde os dois envolvidos residem.

Após o recebimento da denúncia, o Itaú-Unibanco se manifestou desta forma.

COM A PALAVRA, O ITAÚ-UNIBANCO

“O Itaú Unibanco esclarece que não é parte do processo e não teve acesso à decisão mencionada. O Itaú reafirma que, em 2006, adquiriu as operações do BankBoston no Brasil, sendo que o contrato de aquisição não abrangeu a transferência dos processos tributários do BankBoston, que continuaram sob inteira responsabilidade do vendedor, o Bank of America. O Itaú não tem e não teve qualquer ingerência na condução de tais processos nem tampouco qualquer benefício das respectivas decisões. O Itaú esclarece, ainda, que nenhum dos denunciados foi funcionário ou diretor desta instituição.”

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