Leia a íntegra da denúncia da PGR contra Witzel por corrupção e lavagem em desvios da Saúde

Leia a íntegra da denúncia da PGR contra Witzel por corrupção e lavagem em desvios da Saúde

Governador do Rio de Janeiro foi afastado do cargo nesta sexta, 28, por 180 dias; primeira-dama Helena Witzel também foi denunciada por pagamentos recebidos de investigados em seu escritório

Pepita Ortega, Fausto Macedo e Paulo Roberto Netto/SÃO PAULO, Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA e Caio Sartori/RIO

28 de agosto de 2020 | 11h35

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia nesta sexta, 28, contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, afastado do cargo por 180 dias por ordem do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça.

LEIA A DENÚNCIA CONTRA WILSON WITZEL:

Documento

A peça de 119 páginas enumera a participação de Witzel em suposto esquema que desviou recursos do combate ao novo coronavírus.

A denúncia também aponta pagamentos feitos por empresas ligadas a Mário Peixoto, preso na Lava Jato, e pela empresa da família de Gothardo Lopes Netto, ex-prefeito de Volta Redonda (RJ), ao escritório de advocacia da primeira-dama Helena Witzel, que ‘foi utilizado para escamotear o pagamento de vantagens indevidas ao governador, por meio de contratos firmados com pelo menos quatro entidades da saúde ligadas a membros da organização criminosa e recebimento de R$ 554.236,50, entre agosto de 2019 e maio de 2020’

As contratações teriam sido ‘um artifício para permitir a transferência indireta de valores’.

O governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) durante entrevista no Palácio Guanabara. Foto: Wilton Júnior / Estadão

A denúncia atinge, além do governador e sua esposa, o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Lucas Tristão, o empresário Mário Peixoto, os supostos operadores de Alessandro Duarte e Cassiano Luiz, o sócio de Peixoto Juan Elias Neves de Paula, o ex-subsecretário João Marcos Borges Mattos e o Gothardo Lopes Netto.

Witzel foi afastado nesta sexta no âmbito da operação Tris in Idem por solicitação da PGR. A Procuradoria inicialmente pediu a prisão preventiva do governador, mas o ministro Benedito Gonçalves entendeu que somente o afastamento seria suficiente para ‘fazer cessar as supostas atividades de corrupção e lavagem de dinheiro’.

COM A PALAVRA, O GOVERNADOR WILSON WITZEL

A defesa do governador Wilson Witzel recebe com grande surpresa a decisão, tomada de forma monocrática e com tamanha gravidade. Os advogados aguardam o acesso ao conteúdo da decisão para tomar as medidas cabíveis.

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