Leia a decisão que põe Geddel no banco dos réus

Leia a decisão que põe Geddel no banco dos réus

Juiz Vallisney Oliveira, da 10.ª Vara Federal de Brasília, recebeu denúncia da Procuradoria contra ex-ministro de Dilma e Temer por obstrução de Justiça ao supostamente pressionar delator Lúcio Funaro

Fábio Serapião e Fabio Fabrini

23 Agosto 2017 | 11h00

Geddel Vieira Lima. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Ao receber denúncia criminal e mandar Geddel Vieira Lima para o banco dos réus, o juiz Vallisney Oliveira, da 10.ª Vara Federal de Brasília, destacou que o ex-ministro dos Governos Dilma e Temer, segundo a Procuradoria da República, teria pressionado o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, preso na Operação Sépsis, em julho de 2016.

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Vallisney deu prazo de dez dias para Geddel apresentar resposta à acusação.

Atualmente, Geddel está em prisão domiciliar em Salvador.

Quando Funaro intensificou negociações com a Procuradoria-Geral da República para fazer delação premiada, o ex-ministro passou a ligar para a mulher dele, Raquel Pitta.

“Segundo o Ministério Público Federal, Gedde Quadros Vieira Lima – que antes não mantinha contato com Raquel Pitta – passou a efetuar insistentes ligações a Raquel Pitta, após a prisão de seu marido Lúcio Bolonha Funaro, especialmente nas sextas feiras (dia em que ela o visitava na prisão), muitas vezes no período da noite, causando-lhe incômodos, perguntando-a sobre o estado de ânimo do seu marido e sobre a sua família”, destacou o juiz federal.

A Procuradoria sustenta que ‘com essas ligações alegadamente amigáveis’, Geddel buscava intimidar indiretamente Funaro e impedir ou retardar a sua colaboração com os órgãos investigativos, ‘circunstância que teria sido confirmada pelo próprio Lúcio Bolonha’.

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