Leia a decisão que mandou 22 da cúpula do PCC para presídios federais

Leia a decisão que mandou 22 da cúpula do PCC para presídios federais

Um plano de resgate do líder da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, foi o principal fator que motivou despacho do juiz da 5ª Vara de Execuções Criminais Central, Paulo Eduardo Almeida Sorci

Redação

13 de fevereiro de 2019 | 18h14

Marcola é o chefe máximo do PCC Foto: Paulo Liebert/Estadão

O juiz da 5ª Vara de Execuções Criminais Central, Paulo Eduardo Almeida Sorci, determinou, no dia 9, a transferência de 21 membros cúpula do PCC para presídios federais. A decisão foi cumprida nesta quarta-feira, 13. Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, está entre os alvos da decisão. Um plano de resgate do líder da facção foi o principal fator que motivou o Ministério Público Estadual a requerer a transferência dos detentos para penitenciárias federais.

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“Dada a excepcional gravidade, e diante da comprovada reiteração de atos de indisciplina, bilhetes, ameaças, dentre outras ousadas açơes, é imperioso o isolamento de todos os requeridos em regime disciplinar diferenciado, a fim de
reafirmar a ordem e a disciplina da unidade prisional atual ou mesmo em cautela para a partir da permanência deles no Sistema Penitenciário Federal, caso admitida a transferência pelo Juízo Federal competente”, anotou o magistrado.

Os presos estão sendo levados para unidades em Mossoró (RN), Brasília e Porto Velho (RO). Em Sâo Paulo, a PM bloqueou estradas e até caminhão do Corpo de Bombeiros acompanhou a transferência. No Estado, mais de 100 mil policiais estão em estado de alerta. O comando da PM alertou todas as viaturas e avisou policiais de folga e da reserva para redobrarem os cuidados.

O governo federal soltou um decreto específico autorizando o uso das Forças Armadas em Mossoró e Porto Velho para garantir a segurança dos presídios.

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