Leia a decisão de Marco Aurélio que manda PF na casa de Aécio

Leia a decisão de Marco Aurélio que manda PF na casa de Aécio

Em 19 páginas, ministro do Supremo Tribunal Federal analisa pedido da Polícia Federal e manifestação da Procuradoria-Geral da República no âmbito da Operação Ross, que mira propinas de R$ 109,3 milhões do Grupo J&F para o senador e outros políticos, como o deputado federal Paulinho da Força (SD/SP)

Redação

11 Dezembro 2018 | 11h51

Aécio Neves. Foto: WILTON JUNIOR / ESTADÃO

Em despacho de 19 páginas, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo, autorizou a Operação Ross, que mira o senador Aécio Neves (PSDB/MG), e outros cinco políticos, entre eles o deputado Paulinho da Força (SD/SP). Nesta terça, 11, a Polícia Federal faz buscas em endereços de Aécio e de Paulinho. O ponto central da investigação é a delação de executivos do Grupo J&F. A PF suspeita que Aécio pegou propina de R$ 109,3 milhões em 2014 e distribuiu parte da fortuna a aliados na campanha à Presidência. Outra parte teria ficado com o tucano.

“Parte desse montante foi repassado ao senador em espécie e outra fração, por meio de depósitos bancários e pagamento de serviços simulados, considerada a emissão de notas fiscais ideologicamente falsas, mediante mecanismo de lavagem de dinheiro.”

COM A PALAVRA, A DEFESA DE AÉCIO NEVES

Nota da defesa do senador Aécio Neves

O Senador Aécio Neves sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos e apresentar todos os documentos que se fizessem necessários às investigações, bastando para isso o contato com seus advogados.

O inquérito policial baseia-se nas delações de executivos da JBS que tentam transformar as doações feitas a campanhas do PSDB, e devidamente registradas na justiça eleitoral, em algo ilícito para, convenientemente, tentar manter os generosos benefícios de seus acordos de colaboração. A correta e isenta investigação vai apontar a verdade é a legalidade das doações feitas.

Alberto Zacharias Toron
Advogado

COM A PALAVRA, PAULINHO DA FORÇA

A delação da JBS foi desmoralizada publicamente e a fraude realizada pelos delatores foi comprovada com a prisão dos dois empresários pelo Superior Tribunal Federal (STF). A acusação absurda de compra de apoio do partido Solidariedade para a candidatura à Presidência de Aécio Neves, em 2014, beira o ridículo.

Desde a sua criação, em 2013, o Solidariedade já apoiava o candidato Aécio Neves por acreditar em seus projetos para o país. De qualquer forma, o deputado federal Paulinho da Força se colocou à disposição da justiça para prestar quaisquer esclarecimentos, desde que lhe seja facultado acesso ao processo previamente.

COM A PALAVRA, JOSÉ AGRIPINO MAIA

O senador José Agripino não foi alvo de busca e apreensão em nenhum dos seus endereços.
Enquanto presidente nacional do Democratas, buscou, seguindo a legislação eleitoral vigente, doações para o partido.

Doações que, solicitadas a diversas empresas, foram voluntariamente feitas sem que o ato de doação gerasse qualquer tipo de compromisso entre o doador e o partido ou qualquer dos seus integrantes. O senador permanece à disposição da Justiça para os esclarecimentos que se fizerem necessários.

COM A PALAVRA, A ASSESSORIA DE ANTONIO ANASTASIA

O senador Antonio Anastasia desconhece totalmente o motivo pelo qual teve seu nome envolvido nessa história. Em toda sua trajetória, ele nunca tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém.

Assessoria de Imprensa do Senador Antonio Anastasia

COM A PALAVRA, A DEFESA DE CRISTIANE BRASIL

Cristiane Brasil esclarece que à época dos fatos não era Deputada Federal, não conhecia os empresários do conglomerado J&F e seu papel nas eleições de 2014 foi exclusivamente o de ajudar a retirar o PTB da base de apoio do PT. A mesma somente recebeu doações oficiais e não tinha conhecimento nem acesso aos fatos a ela imputados.

As denúncias recebidas hoje pela deputada, com perplexidade, e a virulência das medidas propostas pelos investigadores só não foram adiante graças a serenidade da PGR e do STF, que negaram de pronto os pedidos de prisão e suspensão de mandato, dentre outros.

Cristiane Brasil está à disposição das autoridades e acredita na força da verdade e da justiça para provar a sua inocência.

Luiz Gustavo Pereira da Cunha, advogado.

COM A PALAVRA, A ASSESSORIA DE BENITO GAMA

Nota de esclarecimento do deputado federal Benito Gama

Há um fato sendo investigado sobre a eleição presidencial de Aécio Neves em 2014. Na condição de presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em exercício à época, fui convidado hoje (11), para prestar testemunho sobre este fato que tem relação com a empresa JBS e a candidatura do Aécio Neves.

Não houve contra a mim nenhuma medida de busca e apreensão ou qualquer outra medida, como divulgado pela imprensa. Assim como em toda a minha trajetória, continuo sempre à disposição da justiça em qualquer investigação. O mesmo faz parte do estado democrático.

Repudio em absoluto qualquer ato de corrupção e tentativa de ser relacionado ao objeto das investigações da Lava Jato.

Reitero a minha lisura e conduta pautada na honestidade, seriedade e responsabilidade ao longo destes mais de trinta anos dedicados à de vida pública em prol da Bahia e do Brasil.

Benito Gama
Deputado federal

COM A PALAVRA, O PTB

O Diretório Nacional do PTB afirma que o partido recebeu doações legais de campanha da empresa JBS nas eleições de 2014. Reiteramos ainda que as doações recebidas foram realizadas rigorosamente dentro das normas legais e devidamente declaradas à Justiça Eleitoral.

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