‘Leão’ Bolsonaro cercado por hienas gera memes do Twitter, com savana, pelúcias e ‘Carluxo Pictures’

‘Leão’ Bolsonaro cercado por hienas gera memes do Twitter, com savana, pelúcias e ‘Carluxo Pictures’

Montagem na qual o presidente Jair Bolsonaro é retratado como um leão encurralado e prestes a ser atacado por hienas gerou forte reação dos usuários das redes

Redação

29 de outubro de 2019 | 11h45

Foto: Reprodução

O vídeo no qual o presidente Jair Bolsonaro é retratado como um leão encurralado e prestes a ser atacado por hienas provocou reação forte dos usuários do Twitter. A montagem foi compartilhada no próprio perfil de Bolsonaro, mas a postagem foi apagada cerca de duas horas depois. Na rede social, nesta segunda, 28, muitos internautas responderam à situação com memes, alguns deles relacionados ao filme ‘Rei Leão’, à coleção de animais de pelúcia da Parmalat, e até à abertura da produtora e distribuidora Metro-Goldwyn-Mayer, que virou ‘Carluxo Pictures’.

No vídeo, entre as hienas que atacam o ‘leão’ Bolsonaro, estão o STF, a Organização das Nações Unidas (ONU), seu partido PSL e siglas de oposição – entre as quais o PT e o PC do B –, além da imprensa.

Em um trecho do filminho, o ‘rei das selvas’ se alia a outro felino, rotulado ‘conservador patriota’, e derrota seus inimigos.

“Vamos apoiar o nosso presidente até o fim. E não atacá-lo. Já tem a oposição para fazer isso!”, dizem os letreiros sobrepostos às imagens da fuga.

 

 

Parte dos comentários dos usuários do Twitter foi feita em resposta direta a postagens do próprio Bolsonaro.

Alguns posts mencionam o filho ‘zero dois’ do presidente, vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), que gerencia as publicações do perfil do pai nas redes.

Nos bastidores, a autoria do polêmico vídeo foi atribuída a ele.

Alguns memes fazem referência a investigações e acusações que implicam a família Bolsonaro, como o inquérito sobre o ex-assessor do senador Flávio BolsonaroFabrício Queiroz que enquanto trabalhava oficialmente como motorista do filho do presidente, movimentou, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, em uma conta mais de R$ 1,2 milhão.

A discussão gerada pelo vídeo fez com que termos como ‘Conservador patritota’, ‘Carluxo’ – apelido de Carlos – figurassem entre os tópicos mais comentados no Twitter. As palavras compartilharam espaço com hashtags que marcavam um ano da eleição do presidente – #1AnodeDesgraca e #1AnoDaVitoria.

Já na manhã desta terça, 29, o nome do ministro do Supremo Celso de Mello e a hashtag #HienasDeToga estão entre os pontos mais comentados do Twitter no Brasil. Os termos fazem referência à resposta do decano ao vídeo de Bolsonaro. “O atrevimento presidencial parece não encontrar limites”, disse. O magistrado advertiu ainda que Bolsonaro não é um ‘monarca presidencial’.

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