‘Lawfare na sua essência’, diz a defesa de Lula sobre Moro ministro

‘Lawfare na sua essência’, diz a defesa de Lula sobre Moro ministro

Decisão do juiz da Lava Jato de abandonar a toga para assumir o superministério da Justiça de Bolsonaro comprova, segundo avaliação de advogado do petista, que ex-presidente foi condenado e preso 'com o claro objetivo de interdição política'

Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo

01 Novembro 2018 | 17h44

Foto: Reprodução de vídeo veiculado pela defesa do ex-presidente

A defesa de Lula afirmou nesta quinta, 1, que Sérgio Moro no ministério de Jair Bolsonaro comprova que o ex-presidente ‘foi processado, condenado e encarcerado sem que tenha cometido crime, com o claro objetivo de de interditá-lo politicamente’.

Lula foi condenado por Moro a nove anos e meio de prisão no processo do triplex do Guarujá. Em janeiro deste ano, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) ampliou a pena para 12 anos e um mês de reclusão. No dia 7 de abril, Lula foi preso.

Nesta quinta, 1, Bolsonaro convidou Moro para assumir o superministério da Justiça. O juiz da Lava Jato aceitou. Ele vai largar a toga que veste há 22 anos para compor a equipe de Bolsonaro.

“A formalização do ingresso do juiz Sérgio Moro na política e a revelação de conversas por ele mantidas durante a campanha presidencial com a cúpula da campanha do presidente eleito provam definitivamente o que sempre afirmamos em recursos apresentados aos tribunais brasileiros e também ao Comitê de Direitos Humanos da ONU: Lula foi processado, condenado e encarcerado sem que tenha cometido crime, com o claro objetivo de interditá-lo politicamente”, afirma o advogado Cristiano Zanin Martins, defensor de Lula.

“É o lawfare na sua essência, uma vez que Lula sofre uma intensa perseguição política por meio do abuso e do mau uso das leis e dos procedimentos jurídicos.”

Zanin informou que ‘a defesa tomará as medidas cabíveis no plano nacional e internacional para reforçar o direito de Lula a um julgamento justo, imparcial e independente”.


COM A PALAVRA, CRISTIANO ZANIN MARTINS

“A formalização do ingresso do juiz Sérgio Moro na política e a revelação de conversas por ele mantidas durante a campanha presidencial com a cúpula da campanha do Presidente eleito provam definitivamente o que sempre afirmamos em recursos apresentados aos tribunais brasileiros e também ao Comitê de Direitos Humanos da ONU: Lula foi processado, condenado e encarcerado sem que tenha cometido crime, com o claro objetivo de interditá-lo politicamente. É o lawfare na sua essência, uma vez que Lula sofre uma intensa perseguição política por meio do abuso e do mau uso das leis e dos procedimentos jurídicos.”

“A Defesa tomará as medidas cabíveis no plano nacional e internacional para reforçar o direito de Lula a um julgamento justo, imparcial e independente.”

Cristiano Zanin Martins