Lava Jato vê ‘sérios indícios’ de propina em contas de ex-diretor da Dersa

Lava Jato vê ‘sérios indícios’ de propina em contas de ex-diretor da Dersa

Pedro Silva foi encarcerado temporariamente no âmbito de investigação sobre desvios na construção do Rodoanel Trecho Norte

Luiz Vassallo, Fabio Serapião, Fabio Leite e Julia Affonso

22 Junho 2018 | 06h00

Em representação pelo encarceramento do ex-diretor da Dersa Pedro Silva, o Ministério Público Federal afirma ver ‘sérios indícios de vantagem indevida’ em suas contas bancárias. Ele foi preso temporariamente – prazo de cinco dias prorrogáveis – nesta quinta-feira, 21, no âmbito da Operação Pedra no Caminho, que mira desvios na construção do Rodoanel Trecho Norte.

A reportagem está tentando contato com as defesas de Silva e outros investigados que constam no relatório. O espaço está aberto para manifestação. 

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Segundo relatório da Polícia Federal, ele movimentou R$ 50 milhões entre 2013 e 2017. Em detalhado relatório de análise bancária, a corporação identificou depósitos em espécie de pessoas ligadas a Pedro, como uma de suas auxiliares de escritório. Também encontrou transações entre contas das empresas do diretor da Dersa.

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Segundo o Ministério Público Federal, há os sérios indícios de recebimento de vantagem indevida, por meio da utilização de contas-corrente “de passagem”, por meio de interpostas pessoas’.

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De acordo com o documento, as contas vinculadas a Silva, incluindo as de suas empresas, fizeram 21,9 mil transações, sendo R$ 50.649.422,79 a débito e R$ 50.646.401,97 a crédito, no período entre fevereiro de 2013 e agosto de 2017.

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