Lava Jato quer ouvir na Suíça operador de propinas da Odebrecht

Lava Jato quer ouvir na Suíça operador de propinas da Odebrecht

Bernardo Freiburghaus, denunciado pela Procuradoria com Marcelo Odebrecht por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, fugiu para o País europeu

Julia Affonso, Mateus Coutinho, Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, e Fausto Macedo

30 de setembro de 2016 | 09h00

Registro de Freiburghaus na Interpol. Foto: Reprodução

O nome de Bernardo Freiburghaus foi incluído na Interpol e depois retirado. Foto: Reprodução

O Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional da Secretaria Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça, mandou citar por Carta Rogatória o lobista Bernardo Freiburghaus, apontado como operador de propinas da Odebrecht, na Operação Lava Jato.

Documento

O documento de Nº 700001496653 é destinado à Autoridade Judiciária Central da Suíça, país onde Freiburghaus mora, e intima o operador a apresentar defesa escrita em ação penal que responde na Justiça Federal do Paraná.

“Assunto: Requerimento de assistência judiciária em matéria penal para a citação do réu residente na Suíça para tomar ciência da acusação que pesa contra o mesmo nos autos da ação penal, assim como sua intimação para apresentar defesa escrita no prazo de 30 dias”, informa a Carta Rogatória.

Bernardo Freiburghaus foi denunciado pelo Ministério Público Federal com executivos da Odebrecht Marcelo Odebrecht, Márcio Faria, Rogério Araújo e outros investigados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo a força-tarefa, entre 2004 e 2014, Marcelo Odebrecht, Márcio Faria, Rogério Araújo, César Rocha, Alexandrino Alencar e Paulo Boghossian, ‘na condição de gestores e agentes de empresas integrantes do Grupo Odebrecht, juntamente com administradores das demais empreiteiras cartelizadas, e com o operador financeiro Bernardo Freiburhaus, praticaram o delito de corrupção ativa, previsto no artigo 333, caput e parágrafo único, do Código Penal, pois ofereceram e prometeram vantagens indevidas a empregados públicos da Petrobrás’.

Freiburghaus é ligado à empresa Diagonal Investimentos, com sede do Rio.

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