Lava Jato quer manter bloqueio de patrimônio de ex-diretor do Rio-16

Lava Jato quer manter bloqueio de patrimônio de ex-diretor do Rio-16

Leonardo Gryner pede que indisponibilidade de bens passe a ser julgada pelo Superior Tribunal de Justiça

Redação

27 de setembro de 2018 | 09h17

Ex-diretor de Marketing e Comunicação da entidade, Leonardo Gryner, alvo da Operação Unfair Play Foto: Fabio Motta/Estadão

O Ministério Público Federal pediu à Justiça que rejeite recurso do ex-diretor de Operações do Comitê Rio-2016, Leonardo Gryner, contra o bloqueio de seus imóveis e bens móveis. Ele é réu, sob acusação de corrupção e organização criminosa pela força-tarefa da Lava Jato na Operação Unfair Play, que apura crimes na votação no Rio como cidade olímpica em 2009.

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As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação da Procuradoria Regional da República na 2.ª Região – Processo TRF2 nº 2017.51.01.507533-1

O Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2), que tinha restringido o bloqueio (de até R$ 1 bilhão, originalmente, para o limite de 30% da receita de suas empresas), julgará em breve se encaminha ao Superior Tribunal de Justiça o recurso especial de Gryner contra a indisponibilidade de bens.

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Em manifestação ao Tribunal, o Ministério Público Federal na 2.ª Região (RJ/ES) refutou o pedido de Gryner por avaliar que a defesa ‘busca rediscutir a matéria’, o que implicaria uma nova análise das provas, vedada em recursos especiais.

De acordo com a procuradora regional da República Silvana Batini, do Núcleo Criminal de Combate à Corrupção, braço do Ministério Público Federal, a Súmula 7 do STJ pacificou o entendimento de que essa via não admite a pretensão de simples reexame de prova.

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Segundo a Procuradoria Regional da República na 2.ª Região o bloqueio de bens ‘visa a garantir a reparação de danos aos cofres públicos ao final do processo’.

Nos autos da Operação Unfair Play, o Ministério Público Federal considerou que Gryner ‘não se desvinculou de fatos sobre os quais há provas robustas de sua participação em uma organização criminosa com o ex-governador Sérgio Cabral, o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e o empresário Arthur Soares’.

COM A PALAVRA, A DEFESA

A reportagem está tentando contato com a defesa de Leonardo Gryner. O espaço está aberto para manifestação.