Lava Jato pega R$ 1,6 milhão e US$ 400 mil em endereços de ex-executivos da Petrobrás sob suspeita de receber propinas de empresas de ‘trading’

Lava Jato pega R$ 1,6 milhão e US$ 400 mil em endereços de ex-executivos da Petrobrás sob suspeita de receber propinas de empresas de ‘trading’

Redação

07 de outubro de 2020 | 14h44

Atualizado às 17h08*

Operação Sem Limites III. Foto: Polícia Federal

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão da 76ª fase da Operação Lava Jato na manhã desta quarta, 7, a Polícia Federal apreendeu R$ 1.637.460,00 , além de US$ 414.364 e € 1.990,00. Parte do montante foi encontrado em malas que estavam em um dos três endereços-alvo da Sem Limites III, que investigação que mira suposto pagamento de propina a ex-funcionários da área comercial da Petrobrás em operações de trading de combustível marítimo realizadas pelas empresas Cockett e Vitol com a estatal. Os agentes também apreenderam agendas, telefones e tablets nos locais vasculhados.

Os alvos da Lava Jato 76 são Marco Antoio Collyer e Daniel da Silva Gomes Filho. Os agentes da Polícia Federal não informaram em qual dos endereços as malas foram encontradas. Segundo o Ministério Público Federal, ao todo o esquema sob investigação na Sem Limites movimentou ao menos R$ 45 milhões em propinas, pagas somente por uma das empresas investigadas (Cokett) por meio de contas no exterior.

A decisão da Gabriela Hardt, que mandou abrir a Sem Limites III, registra ainda que um dos alvos, Daniel Filho, recebeu indevidamente de uma das empresas investigadas ao menos € 12.249,44 na forma de passagens aéreas da companhia Emirates e US$ 20.000 na forma de pagamento de parcelas referentes a um contrato de filiação do ‘Bahia Principe Privilege Club’.

Documento

Operação Sem Limites III. Foto: Polícia Federal

Operação Sem Limites III. Foto: Polícia Federal

Operação Sem Limites III. Foto: Polícia Federal

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