Lava Jato descobre propina de US$ 1,9 mi em conta na Holanda e faz buscas no Rio

Lava Jato descobre propina de US$ 1,9 mi em conta na Holanda e faz buscas no Rio

Nova fase da Operação Ponto Final cumpre três mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro - um na capital e dois em Paraíba do Sul, interior do Estado

Redação

30 de julho de 2020 | 08h34

Foto: Divulgação/Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta, 30, uma nova etapa da Operação Ponto final, desdobramento da Lava Jato no Rio. Segundo a corporação, um dos investigados mantém, até hoje, conta na Holanda com valores obtidos a título de propina para beneficiar empresários do setor de transportes públicos.

Segundo os investigadores, foram identificados depósitos não declarados que totalizam cerca de US$ 1,9 milhão. Entre os alvos da ação está o ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) Rogério Onofre, que chegou a ser preso em 2017, quando a Ponto final foi inicialmente desencadeada.

Agentes cumprem três mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro – um na capital e dois em Paraíba do Sul, interior do Estado. As ordens foram expedidas pela 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.

Aberta em 2017, a Operação Ponto Final investiga um esquema em que empresas de ônibus teriam pago cerca de R$ 260 milhões em propinas a políticos e agentes públicos do Rio. Entre os principais alvos da investigação estão o Rei do ônibus’, Jacob Barata Filho, e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes do Rio (Fetranspor) e delator Lelis Teixeira.

A mais recente denúncia envolvendo o esquema foi apresentada no último dia 15, por propinas de R$ 6 milhões pagas ao desembargador Mário Guimarães Neto, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Na ocasião, além do magistrado e de Jacob Barata Filho foram denunciados João Augusto Morais Monteiro e José Carlos Lavouras, ex-dirigentes da Fetranspor.

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