Lava Jato denuncia seis por propinas de R$ 9,6 mi na Abreu e Lima

Lava Jato denuncia seis por propinas de R$ 9,6 mi na Abreu e Lima

Procuradores acusam operador Sérgio Bocaletti, preso em maio na 51ª fase da operação, e outros cinco por esquemas de supostas vantagens indevidas na construção de Casa de Força da refinaria

Luiz Vassallo, Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo

09 Junho 2018 | 05h40

Refinaria de Abreu e Lima. Foto: Wilton Júnior/Estadão

A força-tarefa da Lava Jato ofereceu denúncia contra seis pessoas por propinas de R$ 9,6 milhões na construção de casa de força da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Entre os denunciados, está Sérgio Bocaletti, que foi preso na 51ª fase da operação, deflagrada em maio. Ele é apontado como operador de desvios em contratos da estatal.

Segundo a denúncia, executivos da Alusa, contratada para obras na Abreu e Lima, pagaram propinas ao ex-diretores Pedro Barusco e ao ex-gerente Glauco Colepicolo. O valor de R$ 9,6 milhões rea referente a 1% do contrato com a Petrobrás.

Bocaletti e outro denunciado, Luís Eduardo Campos Barbosa, são acusados de ajudarem a ocultar propinas aos ex-agentes públicos (lavagem de dinheiro).

A força-tarefa denunciou os ex-diretores da Alusa, Mário de Andrade (corrupção ativa), José Lázaro (corrupção ativa e lavagem de dinheiro), César Godoy (corrupção ativa e lavagem de dinheiro) pelas propinas pagas aos ex-diretores da estatal e ainda acusou o ex-executivo da Odebrecht, Rogério Araújo, por lavagem de dinheiro.

A reportagem está tentando contato com os acusados. O espaço está aberto para manifestação.

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