Lava Jato bloqueia R$ 118 milhões de investigados

Ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque, lobista do PMDB Fernando Baiano e empreiteiros estão na lista

Redação

27 de janeiro de 2015 | 12h35

Por Julia Affonso, Fausto Macedo e Ricardo Brandt

A Operação Lava Jato bloqueou, até o momento, R$ 118.857.513,66 de 16 pessoas e três empresas investigadas. Na lista, estão o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque, o empresário Fernando Soares, o ‘Baiano’, apontado como lobista do PMDB, e 10 executivos presos preventivamente na carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR), base da operação.

O bloqueio de valores dos alvos da Lava Jato foi decretado em novembro do ano passado pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz todas as ações da operação. Na ocasião, Moro deflagrou a 7º fase da Lava Jato, operação Juízo Final, que mira o braço empresarial do esquema de corrupção na Petrobrás.

O juiz determinou o confisco de R$ 20 milhões de cada investigado. Nesta segunda-feira, 26, pouco mais de dois meses após a ordem de congelamento de ativos dos empreiteiros, a Polícia Federal juntou aos autos da  Lava Jato um documento com os resultados da ordem de bloqueio.

O levantamento individual, que não contabiliza valores de contas no exterior, mostra que R$ 32.939.972,66 já foram transferidos para conta judicial. O restante – R$ 85.917.541,00 – ainda espera ter a transferência efetivada.

Segundo a lista, Duque já teve R$ 4,4 milhões bloqueados. Ele é suspeito de ser o elo do grupo de executivos acusados de integrarem o chamado “clube” da propina – que loteava obras da estatal corrompendo políticos e agentes públicos – para divisão dos contratos.

Renato Duque é levado à sede da PF no Rio - Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

Renato Duque teve R$ 4,4 milhões bloqueados – Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

Apontado como lobista do PMDB, Fernando Baiano teve quantias bloqueadas de sua conta pessoal e de duas empresas de sua propriedade. A Hawk Eyes e a Technis tiveram 13.209.257,60 obstruídos pela Justiça.

O vice-presidente da Engevix, Gerson Almada, foi o investigado que teve a maior quantia bloqueada: R$ 37.501.580,02. Até o momento, R$ 8.656.291,40 foram transferidos para conta judicial. Falta efetivar um total de R$ 28.845.288,62.

“Certifico que cumprindo determinação contida nos autos, providencio a juntada do levantamento dos bloqueios comunicados ao MM. Juízo, de forma individualizada, por investigado”, afirma o .

Registro, por oportuno, que há informação de bloqueios de ativos (detalhamento na planilha), cujos saldos, porém, não foram ainda informados.

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