Lava Jato amplia pena de ‘Careca’ para 13 anos de prisão e mantém multa de R$ 1,5 mi a delator

Lava Jato amplia pena de ‘Careca’ para 13 anos de prisão e mantém multa de R$ 1,5 mi a delator

Em julgamento de apelação criminal, Tribunal Regional Federal da 4.ª Região elevou para 13 anos, 3 meses e 15 dias condenação do agente Jayme Alves de Oliveira Filho, da Polícia Federal, e rechaçou pedido do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa para diminuição da sanção em dinheiro

Fausto Macedo, Julia Affonso, Luiz Vassallo e Ricardo Brandt

07 de abril de 2017 | 04h30

TRF4. Foto: Sylvio Sirangelo/Estadão

TRF4. Foto: Sylvio Sirangelo/Estadão


A 8.ª Turma de desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) aumentou a pena de prisão do agente da Polícia Federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o ‘Careca’, e manteve multa de R$ 1,5 milhão para o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, primeiro delator da Operação Lava Jato.

O julgamento de apelação criminal ocorreu na quarta-feira, 5. Quatro réus da Lava Jato envolvidos na distribuição de propinas supostamente pagas pela empreiteira Camargo Corrêa recorreram de sentenças do juiz federal Sérgio Moro.
O agente ‘Careca’, que trabalhava para o doleiro Alberto Youssef no repasse de recursos provenientes da empreiteira e foi condenado em primeira instância pelos crimes de pertinência à organização criminosa e lavagem de dinheiro, recorreu pedindo a nulidade do processo ou a redução da pena. O Ministério Público Federal também recorreu pedindo o aumento da pena.

A 8.ª Turma acolheu o recurso da Procuradoria e a pena de ‘Careca’ passou de 11 anos e 10 meses para 13 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão em regime inicial fechado.

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, foi condenado nesse processo pelos crimes de corrupção passiva, pelo recebimento de vantagem indevida paga por executivos da Camargo Corrêa, e lavagem de dinheiro, por ocultar e dissimular os recursos.

Ele assinou acordo de delação premiada e está em prisão domiciliar. Recorreu pedindo a diminuição da multa processual de cerca de R$ 1,5 milhão para o mínimo legal, mas a sanção foi mantida pelo TRF4.

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu pedindo a condenação de Adarico Negromonte Filho, emissário de Youssef, e Waldomiro de Oliveira, funcionário do doleiro, absolvidos em primeira instância. A 8.ª Turma deu parcial provimento ao pedido, condenando Waldomiro por lavagem de dinheiro à pena de 5 anos e 3 meses de reclusão em regime inicial semi-aberto, e Negromonte por organização criminosa a 3 anos e 6 meses de reclusão em regime inicial semi-aberto.

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