‘Laurence é uma pessoa séria, correta’, afirma Alckmin sobre seu ex-secretário preso na Lava Jato

‘Laurence é uma pessoa séria, correta’, afirma Alckmin sobre seu ex-secretário preso na Lava Jato

Sabatinado pelo Jornal Nacional, da TV Globo, ex-governador de São Paulo, candidato tucano à Presidência, defende enfaticamente Laurence Casagrande Lourenço, capturado pela Polícia Federal no dia 21 de junho sob suspeita de ligação com esquema de desvios de R$ 480 milhões nas obras do Rodoanel Norte

Redação

29 de agosto de 2018 | 21h06

Geraldo Alckmin e Laurence Casagrande Lourenço. Fotos: Felipe Rau/Estadão e Waldemir Barreto/Agência Senado

O candidato do PSDB à Presidência Geraldo Alckmin afirmou nesta quarta, 29, que Laurence Casagrande Lourenço, ex-secretário de Logística e Transporte de seu governo no Estado de São Paulo, ‘é uma pessoa séria, correta, correta’. Laurence está preso desde 21 de junho, alvo da Operação Pedra no Caminho, desdobramento da Lava Jato em São Paulo, sob suspeita de ligação com esquema de desvios de R$ 480 milhões nas obras do Rodoanel Norte.

“Acho que Laurence está sendo injustiçado”, afirmou Alckmin, sabatinado pelo Jornal Nacional, da TV Globo. “Espero que amanhã, quando ele for inocentado, tenha o mesmo espaço para fazer Justiça. (Laurence) uma pessoa de vida simples, uma pessoa séria, uma pessoa correta, correta, está havendo uma grande injustiça.”

Laurence foi preso por ordem da juíza federal Maria Isabel do Prado, da 5.ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que acolheu pedido da força-tarefa da Lava Jato na Procuradoria da República. Laurence foi secretário de Alckmin e também presidiu a Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), que toca o Rodoanel.

O ex-governador paulista afirmou que ‘derrubou o preço do Rodoanel através das desapropriações’. Ele disse que não dispõe das informações que implicam Laurence nos autos da Operação Pedra no Caminho. E voltou a defender seu ex-secretário. “Todas as informações que eu tenho, todas, todas, todas, não há nenhum problema, nem na obra, nem no comportamento dele (Laurence). Eu não tenho essas informações (sobre suposta ligação de Laurence com desvios), estão em segredo de Justiça.”

Indagado pelo Jornal Nacional se a defesa que faz de Laurence é coerente com o discurso de combate à corrupção de sua campanha, o tucano disse. “Absolutamente coerente. Assumi o governo de São Paulo em 2011 e nomeei um promotor de Justiça, mais que um promotor, o procurador de Justiça (Saulo de Castro) para secretário de Logística e Transporte. Ele escolheu o Laurence, que é um homem sério, correto, para presidente da Dersa.”

Ainda sobre Laurence, o candidato do PSDB declarou. “Ele (Laurence) foi o presidente da Dersa, fez uma belíssima obra. O Rodoanel está terminando. Houve um questionamento ao longo da obra em relação à questão de rochas que apareceram. Ele (Laurence), corretamente, pediu para que o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) se pronunciasse. A concessão não concordou. Essa obra foi financiada pelo BID, prevê uma junta de arbitragem que foi montada com 3 professores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, um indicado pela empresa, um pela Dersa e um independente. Os três decidiram que aquele volume de rochas não era previsível, que deveria ser pago. O BID concordou. Temos que ser justos.”

Questionado sobre o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza – emblemático personagem ligado ao PSDB -, manter escondido fora do País, segundo o Ministério Público, uma soma equivalente a R$ 113 milhões, o ex-governador disse. “Quando eu assumi o governo, em 2011, ele (Paulo Vieira) já estava fora do governo. E se ele (Paulo), realmente não precisa ser 130, pode ser 130 reais e não provar, deve responder por isso.”

“Quando assumi o governo, o Rodoanel Sul estava inaugurado e ele (Paulo Vieira) não estava mais no governo”, reiterou o tucano.

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