Laranja de Youssef afirma que agentes públicos tinham contas e negócios com doleiro

Em depoimento prestado à Justiça Federal, Leonardo Meirelles comenta movimentação nos escritórios do doleiro

Redação

21 de outubro de 2014 | 16h27

Por Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Mateus Coutinho

Leonardo Meirelles, laranja do doleiro Alberto Youssef nas empresas de medicamentos alvo da Operação Lava Jato, afirmou à Justiça Federal ter presenciado reuniões de agentes públicos ; ele depôs no processo da Abreu e Lima O doleiro Leonardo Meirelles afirmou que agentes públicos tinham “contas corrente e negócios” com o doleiro Alberto Youssef, alvo central da Operação Lava Jato.

Segundo o réu, ouvido nesta segunda-feira pela Justiça Federal, em 2013 ele estava diariamente nos escritório do doleiro em São Paulo, por causa as industrias de medicamentos Labogen, e presenciou “alguns agentes” reunidos com Youssef.

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“Mas eles recebiam dinheiro?”, questionou o juiz federal Sérgio Moro. “Recursos não sei dizer, mas que tinham contas correntes. que tinham negócios com o senhor Alberto era visível e notório, eu ficava lá aguardando.”

Segundo Meirelles, a frequência dos agentes no escritório de Youssef na Avenida São Gabriel, em São Paulo, “era maior”. “No primeiro escritório tinha frequência maior de agentes públicos, na avenida São Gabriel”, respondeu Meirelles ao ser questionado sobre a rotina desses encontros.

Ele afirmou ter presenciado os encontros. “Algumas reuniões ou situação eu saia da sala, outras eu presenciei, mas não tenho prova específica.”

Meirelles foi questionado se eram um ou dois agentes, pelo magistrado, e respondeu “alguns”.

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