Kassio Nunes veste camisa de ‘garantista’ e defende combate à corrupção

Kassio Nunes veste camisa de ‘garantista’ e defende combate à corrupção

"O garantismo deve ser exaltado, porque todos os brasileiros merecem o direito de defesa", afirmou o desembargador ao ser questionado por senadores lavajatistas

Daniel Weterman/BRASÍLIA

21 de outubro de 2020 | 12h42

Pressionado por senadores lavajatistas, o desembargador Kassio Nunes Marques, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), vestiu a camisa de ‘garantista’ durante sabatina no Senado e negou que o perfil prejudique o combate à corrupção no País.

Os garantistas costumam ser criticados pelos defensores da Operação Lava Jato em função da característica contrária ao chamado punitivismo, o que acaba beneficiando a defesa de acusados em algumas ocasiões.

“O garantismo judicial nada mais é do que aquele perfil de julgador que garante as prerrogativas e direitos estabelecidos na Constituição”, declarou Marques. “Sim. Eu tenho esse perfil. O garantismo deve ser exaltado, porque todos os brasileiros merecem o direito de defesa.”

O desembargador Kassio Marques em sabatina na CCJ. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Na sabatina, o escolhido do presidente Jair Bolsonaro defendeu o combate à corrupção como um ‘ideário essencial para que se consolide a democracia no País’. Ele afirmou, porém, que o combate a ilegalidades não pode se concentrar em uma pessoa, mas deve ser aplicado de forma igual às instituições

As primeiras três horas de sabatinas foram de clima ameno entre os senadores e o magistrado. As questões mais duras vieram de parlamentares da ala lavajatista, que questionaram Marques sobre as inconsistências em seu currículo, postura em relação à Operação Lava Jato e decisões polêmicas, como a liberação de uma licitação para compra de lagosta no Supremo.

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