Justiça solta nove presos da ‘Sem Fundos’, fase 56 da Lava Jato

Suspeitos estavam detidos temporariamente desde a sexta-feira, 23, quando foi deflagrada a investigação que mira superfaturamento de R$ 1 bilhão na construção da sede da Petrobrás em Salvador

Paulo Roberto Netto, Julia Affonso e Ricardo Brandt

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Torre Pituba, em Salvador. Foto: Reprodução/Google Streetview

A juíza substituta Carolina Moura Lebbos, da Justiça Federal de Curitiba, mandou soltar nove presos da Operação Sem Fundos, a 56ª fase da Lava Jato. Os suspeitos estavam detidos desde a sexta-feira, 23, quando foi deflagrada a investigação que mira superfaturamento de R$ 1 bilhão da construção da Torre Pituba, sede da Petrobrás em Salvador, e pagamento de R$ 68 milhões de propinas a ex-dirigentes da estatal, do Fundo Petros e do PT.

ASSOMBROSOS VALORES DE PREJUÍZO

A Operação Sem Fundos cumpriu 20 mandados de prisão, sendo 14 de prisão temporária. Destes, o marqueteiro Valdemir Garreta, ligado ao PT, e outros dois suspeitos tiveram suas prisões convertidas em preventivas, e Marice Correa, cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, teve sua prisão temporária prorrogada por mais cinco dias.

Os nove libertados são os executivos Elmar Varjão, Manuel Ribeiro Filho e José Nogueira, da OAS, Márcia Mileguir, Gilson Alves, Irani Rossini (ligada à Chibasa Projetos de Engenharia, empresa responsável pelo projeto executivo da Torre Pituba), Jailton Andrade, André Petitinga e Marcos Felipe Mendes Pinto, da Mendes Pinto Engenharia, responsável pelo gerenciamento da obra.

A magistrada afirma que há ‘fundada suspeita do envolvimento dos investigados em crimes de corrupção, lavagem de capitais, fraudes, crimes contra o sistema financeiro nacional, além de associação criminosa’ e por isso determinou medidas cautelares após a soltura.

Entre as condições impostas pela juíza estão a entrega do passaporte e a proibição de deixar o país ou mudar de endereço e comparecimento aos atos do processo na Justiça.

César Mata Pires Filho

Um dos alvos da Sem Fundos, o empresário César Mata Pires Filho, da OAS, ainda se encontra em prisão temporária. Ele estava nos EUA durante a operação e se entregou à Polícia Federal na noite de domingo, 25, para cumprir os cinco dias de detenção.

“Como ainda não decorrido o prazo legal da medida cautelar de custódia, sua situação processual será oportunamente avaliada no final daquele prazo”, determinou Carolina Lebbos.

COM A PALAVRA, A DEFESA

A reportagem busca contato com os acusados. O espaço está aberto para manifestações.

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