Justiça solta assessor de Pedro Corrêa e secretária de Argôlo

Ivan Vernon e Elia da Hora estavam presos desde sexta-feira, 10, por suspeita de envolvimento com esquema de contratos de publicidade

Redação

14 Abril 2015 | 18h09

Por Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

A Justiça Federal revogou nesta terça feira, 14, os decretos de prisão temporária de Ivan Vernon Gomes Torres Junior, assessor do ex-deputado Pedro Corrêa (PP/PE) na Câmara, e de Elia Santos da Hora, secretária do ex-deputado Luiz Argôlo (SD/BA).  Também foi decretada a soltura do irmão do ex-deputado André Vargas, Leon Vargas. Os três foram detidos sexta feira, 10, pela Operação ‘A Origem’, nova fase da Lava Jato, por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ilícito de contratos de publicidade com órgãos públicos federais.

Pedro Corrêa e Luiz Argôlo foram presos também, mas em caráter preventivo, ou seja, deverão ficar sob custódia até conclusão do inquérito da Polícia Federal e de eventual ação criminal, a menos que nesse tempo sejam beneficiados com a concessão de habeas corpus.

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Da esquerda para a direita os ex-deputados André Vargas, Pedro Corrêa e Luis Argôlo, presos na Lava Jato

A revogação das ordens de prisão temporária de Leon, Vernon e de Elia foi decretada pelo juiz federal Sérgio Moro, de Curitiba, base da Lava Jato. A temporária valia por cinco dias.

O juiz destacou que não houve pedido de prorrogação da prisão do ex-assessor de Pedro Corrêa e nem da secretária de Argôlo. “Expirando-se a prisão nesta data, revogo-a pelo remanescente”, decidiu o juiz, que, no entanto, impôs condições aos investigados “para boa condução do processo e considerando a gravidade em concreto dos crimes em apuração”.

No caso de Leon Vargas, o magistrado entendeu que ele exercia papel de subordinado no esquema de propinas de seu irmão André Vargas e que sua soltura não implicaria em riscos.

Leon Vernon e Elia estão proibidos de mudar de endereço ou de deixar o País sem autorização judicial e obrigados a comparecer a todos os atos do processo, inclusive da investigação se intimados a depor.

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