Justiça põe ex-assessor parlamentar do Turismo em prisão preventiva

Justiça põe ex-assessor parlamentar do Turismo em prisão preventiva

Norton Domingues Masera, alvo da Operação Lavat, estava recolhido em regime temporário por cinco dias; em seu gabinete no Ministério, Polícia Federal achou R$ 30 mil em espécie

Julia Affonso

31 de outubro de 2017 | 14h25

Foto: Reprodução

A Justiça Federal, no Rio Grande do Norte, decretou a prisão preventiva do ex-assessor parlamentar do Ministério do Turismo Norton Domingues Masera, investigado na Operação Lavat. Ele vai ficar preso por tempo indeterminado.

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Deflagrada na semana passada, a Lavat tem como alvo principal o ex-presidente da Câmara e ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB), que já está preso desde junho, na Operação Manus, por suposto recebimento de propinas nas obras da Arena das Dunas para a Copa/14.
Masera, que foi assessor de Henrique Alves, havia sido preso na Lavat em regime temporário, por cinco dias.

No dia da operação, porém, os agentes federais encontraram em sua sala no Ministério do Turismo a quantia de R$ 30 mil em dinheiro vivo, revelou a repórter Camila Bomfim, da TV Globo.

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A PF quer saber, agora, a origem e o destinatário do dinheiro em espécie que Masera mantinha oculto em seu gabinete.

Além de Masera, a Operação Lavat – que investiga crime de lavagem de dinheiro – prendeu no dia 26 outros dois assessores de Henrique Alves – Aluísio Henrique Dutra de Almeida e José Geraldo Moura Fonseca Jr.

A Operação Lavat é desdobramento da Manus que, em junho, prendeu Henrique Alves e encontrou ‘fortes evidências quanto à atuação de outras pessoas pertencentes a organização criminosa, que continuou praticando crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de valores para o chefe do grupo’.

COM A PALAVRA, HENRIQUE ALVES

Quando a Operação Lavat foi deflagrada, na semana passada, a defesa do ex-ministro Henrique Eduardo Alves informou.

“A afirmação de que terceiros estariam lavando dinheiro de Henrique Alves é absolutamente falsa e mentirosa. Andressa, filha de Henrique, está vendendo um imóvel de sua propriedade para pagar dívidas e garantir sua sobrevivência. A suposição de que a esposa de Henrique, Laurita, tivesse obtido documento falso sobre a sua condição de saúde é uma infâmia que atinge não apenas a ela, mas ao médico que o atende e a este advogado que jamais utilizaria de subterfúgio para enganar a Justiça. Basta uma consulta ao controle de entrada da Academia de Polícia para constatar a visita periódica de fisioterapeuta para tratamento de sua enfermidade. É lamentável que pessoas inocentes sejam envolvidas em investigação estéril e sem qualquer fundamento. A defesa apresentou resposta em que refuta com provas e documentos todas as acusações e confia na Justiça e na absolvição de seu cliente por ser inocente.”

Marcelo Leal de Lima Oliveira
OAB/DF 21.932

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