Justiça ordena sequestro de até R$ 192 milhões e põe PF em oito Estados contra tráfico internacional de drogas com suspeita de lavagem até com pizzaria

Justiça ordena sequestro de até R$ 192 milhões e põe PF em oito Estados contra tráfico internacional de drogas com suspeita de lavagem até com pizzaria

Redação

27 de maio de 2021 | 16h50

Operação Mamma Mia. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 27, a Operação Mamma Mia, para desarticular grupos criminosos dedicados ao tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Justiça Federal no Rio Grande do Norte determinou o sequestro de até R$ 192 milhões de 57 pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Cerca de 170 agentes cumpriram 74 mandados nos Estados do Rio Grande do Norte, Amazonas, Minas Gerais, Paraíba, Acre, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. As ordens foram expedidas pela 8ª Vara da Justiça Federal de Mossoró sendo 10 de prisão preventiva e 42 de busca e apreensão.

As investigações tiveram início em julho de 2020, quando a Polícia Federal recebeu informações de que uma pizzaria em Mossoró teria realizado transações financeiras suspeitas com diversas empresas espalhadas no Brasil.

“Com a prisão de um dos líderes de uma facção criminosa potiguar, foi possível compreender o sofisticado esquema de ocultação e transporte de valores, utilizado para dar aparência lícita aos recursos obtidos com tráfico internacional de drogas, além de fomentar outras ações violentas no Estado, entre elas a prática de homicídios e o resgate de presos em penitenciárias no Rio Grande do Norte”, indicou a corporação em nota.

Os investigadores observaram que as empresas supostamente utilizadas na lavagem de dinheiro teriam dois perfis: as ‘empresas finais’, que concentraram majoritariamente o recebimento e transferências de valores de outras empresas, realizando os saques da maior parte do dinheiro; e as ‘empresas de passagem’, que recebiam depósitos fracionados de diversos locais, com o objetivo de reencaminhar, na sequência, para as ‘empresas finais’.

A PF indica ainda que a investigação apurou que as ‘empresas finais’ possuíam ligação com um potiguar radicado na Bolívia, já condenado por tráfico internacional de drogas.

“Por meio de cooperação jurídica internacional, conduzida pela Adidância da Polícia Federal em La Paz e pelo Oficialato de Ligação em Santa Cruz de La Sierra, estão sendo efetivadas medidas visando à captura do investigado para sua posterior extradição para o Brasil”, informou ainda a corporação.

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