Justiça nega prisão, mas proíbe cunhado de Roseana de deixar São Luís

Justiça nega prisão, mas proíbe cunhado de Roseana de deixar São Luís

Ricardo Murad, ex-secretário de Saúde do Maranhão, é alvo da Operação Sermão aos Peixes, investigação sobre suposto desvio de R$ 1,2 bilhão da rede pública hospitalar do Estado

Ricardo Galhardo, Fausto Macedo e Mateus Coutinho

20 Novembro 2015 | 17h23

Ricardo Murad. Foto: Dida Sampaio/AE - 2/10/2002.

Ricardo Murad. Foto: Dida Sampaio/AE – 2/10/2002.

A Justiça Federal negou pedido de prisão preventiva da Procuradoria da República contra o ex-secretário de Saúde do Maranhão Ricardo Murad – cunhado da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) -, mas impôs a ele medidas restritivas como a proibição de deixar a capital São Luís e entregar o passaporte.

Alvo da Operação Sermão aos Peixes, investigação da Polícia Federal sobre suposto desvio de R$ 1,2 bilhão da verba destinada à rede pública de Saúde do Estado, Murad foi conduzido coercitivamente para depor na PF na última terça-feira,17. Seu depoimento durou cerca de 15 horas.

Ao requerer decreto de prisão preventiva de Murad, a Procuradoria alegou que ele incinerou provas documentais no quintal de casa antes de os agentes federais realizarem buscas.

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O Ministério Público Federal sustenta que o ex-secretário ‘praticou atos de destruição e ocultação de provas e não é absurdo concluir que assim continuará comportando-se permanecer em liberdade’.

A Polícia Federal suspeita que pelo menos R$ 200 milhões repassados pelo Fundo Nacional de Saúde para o Maranhão, entre 2010 e 2013 – gestão Murad na Pasta estadual -, teriam sido canalizados para campanhas eleitorais.

Na quinta, 19, em sua página no Facebook, Murad rechaçou as suspeitas da Polícia Federal e da Procuradoria. “Ao contrário do que se divulga, não houve superfaturamento, nem pagamentos de serviços, obras, medicamentos e materiais médico-hospitalar que tenham sigo pagos sem a devida prestação de serviço ou a correspondente entrega dos produtos e materiais”, escreveu o cunhado de Roseana.

Ricardo Murad é taxativo. “Na Secretaria de Saúde não houve desvios bilionários como afirma o superintendente da Polícia Federal, mas sim muito trabalho, dedicação e seriedade com os recursos públicos que destinamos para atender aos maranhenses uma rede de hospitais, upas e centros especializados de medicina digna de povos avançados.”

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